Hoje também é o Dia do Estudante e do Garçom. Minha homenagem a eles!

Além do Dia do Advogado, explicado em outra publicação desta terça-feira (11), hoje também é o Dia do Estudante e o Dia do Garçom. Não encontrei a origem da data para os queridos servidores de mesas, mas o importante é lembrar desse profissional que sempre nos trata com atenção e carinho. Já para os que estudam, o motivo tem a ver com a data em que foram criados os dois primeiros cursos de nível superior no país: Ciências jurídicas e Ciências sociais. Isso ocorreu no ano de 1827, por decreto de D. Pedro I.

Eu, na faculdade de Administração e Marketing, antes de cursar jornalismo.

Nunca fui um bom estudante. Na verdade, sempre fui um aluno relapso, irresponsável e vadio, mas tive que me espertar depois de adulto e estudar para “ser alguém”. Bom, acho que tá deu certo.  Portanto, hoje saúdo a todos os que correm atrás na difícil missão de estudar. Muitos viram noites, aturam professores chatos (a maioria dos mestres são legais, mas tem cada “abençoado” otário)  e devoram livros para serem profissionais e viver seus sonhos.

Já os valorosos e fundamentais garçons são especiais. Falarei um pouco sobre este admirável profissional. Dou valor neles, de fato. Se for gente fina então, gosto mais ainda. Muitas vezes com atendimentos personalizados, esses profissionais se tornam personagens “folclóricos” na história de um bairro, comunidade ou mesmo cidade. “Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda”, como disse o escritor Antonio Prata, “gostamos de trocar ideia no boteco, até mesmo com estes nobres trabalhadores”.

Arte de Ronaldo Rony.

Naqueles espaços democráticos chamados de bares – antenas sociais, segundo o amigo Fernando Canto – em que nós, halterocopistas convictos, nos deliciamos com cervejas enevoadas, garçons são anjos. Se forem do tipo que dão o “choro” da bebida destilada, não roubam na hora do bêbado pagar a conta e, às vezes, ainda dão aquela cerva “de ganho”, com certeza viram brothers e ainda  asseguram a assiduidade e amizade dos clientes.

Adoro fazer amizade com garçom. De chamar pelo nome mesmo e, se der, que ele beba comigo no final de seu trampo. Esses caras regam nossos papos, enquanto rola a velha difusão de idéias, devaneios porretas, ou mentiras engraçadas. Sim, molhar a palavra depende desses figuras.

Acredito que o bom humor e paciência são fundamentais para esses ilustres profissionais. Já conheci muitos garçons nesses meus 29 anos de birita. Alguns folclóricos e outros ranzinzas.

Meus parabéns e homenagens a eles, funcionários exemplares na arte de servir aos boêmios gorozeiros. Amigos, aquele abraço!

Elton Tavares

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