Improir reúne com representantes da capoeira para alinhar ações em Macapá

Foto: PMM

O Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir) reuniu nesta segunda-feira (07), com representantes da capoeira. Na oportunidade, foram levantadas demandas e apresentadas propostas que beneficiem o segmento. A ação tem como objetivo promover uma gestão compartilhada, para melhor desenvolvimento da política de igualdade racial proposta pelo Instituto.

A diretora-presidente do Improir, Maria Carolina Monteiro, destaca a importância desse contato mais próximo com o segmento da capoeira e diz que a escuta ajudará no planejamento estratégico do instituto para a gestão. ‘’A capoeira é um segmento importante para a política de igualdade racial. A Prefeitura de Macapá, em nome do Improir, reconhece essa tradição, que remete às nossas raízes ancestrais e que transforma vidas’’, frisa.

‘’Por isso, queremos escutar os representantes do segmento para ouvir as demandas e buscar soluções. Sabemos que a capoeira vem sendo invisibilizada ao longo dos anos, por conta do racismo institucional. O intuito é entender a capoeira de maneira transversal. Desta forma, desenvolver políticas afirmativas de igualdade racial’’, complementa a presidente.

Foto: PMM

O mestre de capoeira e representante da Associação Macapaense de Desenvolvimento da Capoeira (Amdecap), Romulo Mota, que esteve presente na agenda, diz que a iniciativa do Improir em reunir com as representações mostra o compromisso em beneficiar a comunidade.

‘’Fico feliz com a iniciativa da Prefeitura de Macapá, por intermédio do Improir, em promover essa escuta das representações. A reunião já é um pontapé inicial para buscarmos melhorias para a capoeira. É importante ouvir as demandas, pois nós queremos visibilidade. Buscamos o melhor para o segmento’’, ressalta o mestre.

Foto: PMM

Demandas

Através da escuta aos representantes, foram levantadas pautas sobre o combate ao racismo através da capoeira, exclusão do segmento com o racismo institucional, valorização dos capoeiristas como profissionais, apoio aos projetos que utilizam a capoeira para promover ações sociais e inclusão da capoeira nas ações de igualdade racial. Além da sugestão de Centro de Referência para Capoeira, que seria uma espécie de espaço cultural de difusão da arte no município.

O Instituto Municipal de Igualdade Racial deseja incluir a capoeira no planejamento estratégico para a gestão além do Encontro dos Tambores. No eixo cultura, a visibilidade seria atrelada ao Dia Municipal da Capoeira, comemorado no dia 4 de outubro; Adesão em festas tradicionais, com base em um calendário do segmento; mapeamento dos grupos de capoeira no município; no setor educacional, a intermediação para implantação da capoeira nas escolas municipais, dentre outras atividades e ações.

A reunião contou com a presença da presidente da União dos Capoeiristas do Estado do Amapá (Unicap), Maria Figueiredo, com o representante do Capoeira Quilombo Brasil e integrante da Unicap, Aricélio Benjamim, com o presidente da Confederação Brasileira de Capoeira no Amapá e integrante da Gestão de Salvaguarda de Capoeira do Estado, Ricardo Cavalcante. Além do integrante da Amdecap, Romulo Mota, e o contramestre Luiz Alberto (Bebeto).

Foto: União dos Capoeiristas do Estado do Amapá

Capoeira

A capoeira é arte, uma manifestação cultural que engloba dança e música. Presente na cultura popular, a capoeira também é esporte. Uma expressão cultural que reúne a história e tradição, que estimula o respeito ao próximo e promove a inclusão social. O som do berimbau embala as rodas e lutas por igualdade racial.

A capoeira foi reconhecida em 2008 como bem cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E no ano de 2014, a roda de capoeira foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

‘’A capoeira é uma representação no Brasil. É um movimento de resistência! Hoje a capoeira luta pela igualdade racial. Dentro das rodas e grupos de capoeira ela resgata e transforma vidas’’, finaliza o contramestre Bebeto.

Aline Paiva
Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

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