Incidência do SARS-CoV-2 é monitorada por laboratório da UNIFAP

 

Além dos testes diagnósticos, as amostras positivas serão enviadas para sequenciamento do genoma do vírus, o que permitirá, também, que se saiba quais as variedades do vírus estão em circulação no Amapá – Foto: Unifap.

O Laboratório de Microbiologia e Imunologia da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), vinculado ao curso de Medicina, realizou nos dias 07 e 08 deste mês coletas de amostras para exames de RT- PCR na população de Macapá, Santana e Mazagão. Foram selecionadas 264 residências distribuídas por todas as regiões da Região Metropolitana de Macapá (RMM) para o estudo, que faz parte do projeto “Testes ‘Randomizados’ de Covid-19: uma alternativa ao teste em massa para monitorar infecções por SARS-CoV-2 na população do Amapá, Brasil”.

O projeto pretende fornecer uma alternativa mais barata do que a testagem em massa da população, que é realizada em muitos países desenvolvidos, mas que tem um custo bastante elevado, além da necessidade de equipamentos e equipe altamente qualificada para a execução do exame por RT-PCR.

Com uma equipe de coleta contando com o apoio de 20 alunos de graduação e pós-graduação da área da saúde, as coletas foram todas efetivadas nos dois dias, para se poder ter um retrato da situação epidemiológica naquele momento. O Prof. Dr. Emerson Castilho, coordenador do projeto, destaca que essa mobilização foi importante porque o curso da doença é bastante curto. Por isso, não se poderia unir resultados de amostras coletadas em uma semana com as da semana seguinte para avaliações epidemiológicas.

Todos os participantes da pesquisa já receberam, ao longo da semana passada, os laudos do exame por meio de e-mails. Dos 264 participantes amostrados, 25 (9,5%) deram resultado positivo no teste. Extrapolando para a população da RMM, os resultados indicam que cerca de 60.000 pessoas possam ter o vírus. “O mais interessante é que uma em cada três pessoas que tiveram resultado positivo relatou não ter nenhum sintoma nos dias anteriores da coleta”, ressalta Castilho, que explica ainda que este número inclui tanto os pacientes assintomáticos quanto aqueles em fase pré-sintomática; ou seja, que estavam nos dias iniciais da infecção.

Equipe de coleta composta por profissionais e com apoio de 20 alunos de graduação e pós-graduação da área da saúde – Foto: Unifap.

Além dos testes diagnósticos, as amostras positivas serão enviadas para sequenciamento do genoma do vírus, o que permitirá, também, que se saiba quais as variedades do vírus estão em circulação no Amapá. Iniciativas como a desta pesquisa permitem um monitoramento real da situação da pandemia, permitindo, inclusive, que se possa tomar medidas de controle de forma antecipada e evitar o colapso do sistema de saúde. “Com isso, sabendo-se o momento correto de implementação de lockdowns, estas medidas serão mais eficazes e mantidas por menos tempo, causando menor impacto na economia”, explicou o coordenador.

O projeto conta com o apoio de colaboradores da UNIFAP, Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e Universidade de Brasília (UnB). Também contou com o apoio do Setor de Transportes da UNIFAP, do projeto “Faceshields” da UNIFAP e financiamentos do Ministério Público do Trabalho do Amapá (MPT-AP), do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e da Fundação Tumucumaque/FAPEAP.

Ascom Unifap

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