InterAmazônias: filme mostra ancestralidade das música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa

Será lançado nesta quarta-feira (19), às 9h30,  o documentário “ interAMAZÔNIAS – uma fronteira musical”. O Filme é resultado de dissertação de mestrado que visa mostra como a criatividade e a vitalidade da música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa ajudaram a manter uma herança ancestral africana que ainda está muito presente. O mesmo tem a duração de 1h30min e será apresentado em uma sessão aberta ao público no Cine Imperator do Vila Nova Shopping.

O filme inicia trazendo o conceito de fronteira não como fim ou inicio de um território, mas como lugar de junção, sendo abordado em uma perspectiva da interação, um ponto de contato entre culturas distintas que estabelecem trocas e se reconhecem pelas particularidades que essas culturas carregam.

“A criatividade e a vitalidade da música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa ajudaram a manter uma herança ancestral em que o passado africano ainda está muito presente. A origem de algumas danças e ritmos de “tambor”, que remontam à escravidão, alimentou a base para novos ritmos que marcam a música tradicional e contemporânea que se toca nessa parte da Amazônia.Norteou essa pesquisa o conceito de Geograficidade cunhado por Eric Dardel, o qual expressa a natureza geográfica da consciência do indivíduo de ser e estar no mundo, e seus diálogos com o lugar e a paisagem. É com essa perspectiva que usamos a música como aporte para compreender as representações da geograficidade amazônida expressa nas músicas tradicional e contemporânea do Amapá e da Guiana Francesa. Desta forma, abordamos essa parte da Amazônia pelo viés cultural, ou seja, a maneira como ela é vista através de atores que a constroem, em especial os grupos musicais tradicionais, compositores e cantores“, explicou Clícia de Miceli.

O mesmo trata a fronteira como lugar fecundo, área privilegiada onde se estabelecem empréstimos. Em seguida, é apresentado os ritmos tradicionais Batuque e o marabaixo do Amapá e o KANMOUGWÉ e GRAJÉ da Guiana Francesa.

Na sequência, a abordagem é sobre a música contemporânea encenada pelos compositores e cantores que trazem em sua obra a leitura dessa amazonidade. No filme, tradição e contemporaneidade não aparecem como pares opostos, mas como elementares e complementares.

“O filme inicia trazendo o conceito de fronteira não como fim ou inicio de um território, mas como lugar de junção, sendo abordado em uma perspectiva da interação, um ponto de contato entre culturas distintas que estabelecem trocas e se reconhecem pelas particularidades que essas culturas carregam. Tratamos a fronteira como lugar fecundo, área privilegiada onde se estabelecem empréstimos. Em seguida, apresentamos os ritmos tradicionais BATUQUE e o MARABAIXO do Amapá e o KANMOUGWÉ e GRAJÉ da Guiana Francesa; e na sequência, a abordagem é sobre a música contemporânea encenada pelos compositores e cantores que trazem em sua obra a leitura dessa amazonidade. Aqui, tradição e contemporaneidade não aparecem como pares opostos, mas como elementares e complementares. Nesse caso, a tradição, o substrato de base que a música contemporânea absorve e reinventa, representa uma música que está sendo feita no momento histórico em que vivemos: é a música do agora e marca da identidade musical transfronteiriça do Amapá e da Guiana Francesa”, finalizou Clícia.

Serviço:

Exibição do documentário InterAmazônias: filme mostra ancestralidade das música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa

Dia: 19/06 (Quarta-feira)
Hora: 9h30
Local: Cine Imperator do Vila Nova Shopping
Endereço: Avenida Presidente. Vargas, 271 – Central

Entrada: FRANCA.

Assessoria de comunicação


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