Irmã Maria Clara, 50 anos de profissão e fé – Por Eliazar Bezerra

Irmã Clara – Foto: Eliazar Bezerra.

Por Eliazar Bezerra

Num mundo de inversão e aversão de valores penso que sempre é bom exaltar um bom exemplo de humanismo, caridade e solidariedade. Falo do belo exemplo de humanismo e religiosidade de uma pessoa que, neste mês de setembro de 2018, está completando 50 anos de vida religiosa: Irmã Maria Clara.

Pertencente a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Menina, com sede em São Paulo (SP), a gaúcha de Luz Alta (RS), Elenita de Lurdes Rubin Rubert, carinhosamente chamada e conhecida por todos como Irmã Maria Clara, tem um trabalho grandioso realizado nesta terra de São José de Macapá (AP).

Em 1968 inicia sua vida missionária e torna-se freira. A partir deste ano sela sua união com Deus e recebe o anel da Sagrada Madre Igreja de São Pedro, símbolo que historicamente demonstra a sua missão com Deus.

Sabe-se que as freiras são admiradas e respeitadas, e que sempre atendem ao chamado especial de Deus para missões. Irmã Clara, amapaense de coração, veio para fazer parte da vida religiosa e educacional de nosso estado. Sua vida equilibrada e decidida lhe exigiu renúncias, pesquisa e discernimento para exercer a vocação religiosa e educacional.

De acordo com a escritora Ellen White “É pelas relações sociais que a religião cristã entra em contato com o mundo. Cristo não deve ser escondido no coração como um tesouro cobiçado, sagrado e doce, fruído exclusivamente pelo possuidor. Devemos ter Cristo em nós como uma fonte de água, que corre para a vida eterna, refrescando a todos os que entram em contato conosco”.

Já a escritora e pensadora Alba destaca o seguinte:

A Fé em Deus não é um ato convencional que se expressa apenas por um momento, em casa ou nos templos. A fé é um sentimento de confiança e amor fraternal, atuante e permanente, que deve ser praticado, não só nos templos, como no lar, no ambiente de trabalho, no meio da sociedade”.

Feitas as reflexões de duas brilhantes escritoras, queremos prestar aqui as merecidas homenagens a Irmã Clara, uma figura humana extraordinária, pelos seus 50 anos como religiosa e educadora. Ah! Parabenizamos, também, pelos quase 20 anos na direção da escola Estadual Irma Santina Rioli, em Macapá (AP), período de 1997 a 2003; e de 2005 até os dias atuais, sempre atuando com ética, domínio pessoal, visão compartilhada, muita competência e humanidade.

Ela vem escrevendo uma linda história em nossa cidade. Acredita que a educação é um instrumento de transformação social, de promoção humana, ambiente para a formação de uma nova sociedade.

Da nossa parte, já são mais de 30 anos que a família Bezerra se nutre de profunda amizade, admiração, respeito e carinho pela querida Irmã Clara. Nunca esqueço às vezes em que a missionária visitava nossa saudosa mãe, dona Oneide Bezerra, moradora da Avenida Hamilton Silva, 2073, Bairro do trem, em Macapá (AP). Onde tomou suco de taperebá, foi uma novidade para a irmã.

Escola Santina Rioli – Foto: Eliazar Bezerra.

Hoje, sabe-se que a escola Santina Rioli realiza diversos projetos, tais como o Projeto Raízes, que trabalha com alunos a valorização de nossas raízes culturais. Em 2017, a escola participou do Projeto Místico Cultural, no Externato Nossa Senhora Menina, em São Paulo (SP). Essa mostra cultural foi uma bela demonstração do trabalho desenvolvido na referida escola. Lá foi exibido dança típica da região, batuque, Marabaixo e músicas de cantores tucujus.

Em 2018, na cidade de São Leopoldo (RS), a escola Santina, apresentou projeto de pesquisa cientifica, obtendo colocação especial. Sendo credenciada a apresentar o referido projeto na Pensilvânia. Que aconteceu no mês de maio.

A escola Santina Rioli fica localizada na Rua Jovino Dinoá, bairro do Trem. A escola é considerada um educandário modelo.

*Eliazar Bezerra é jornalista e articulista.

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