Jork faria 41 anos hoje – Para lembrar do brother

Hoje, 4 de setembro, seria o aniversário de Jorkdean Vilhena, falecido músico amapaense, que faria 41 anos. Ele foi assassinado aos 36 anos, no dia 13 de janeiro de 2013, depois de um desentendimento no trânsito.

Na época, a comoção tomou conta da família do brother e dos malucos de Macapá, pois Jork era um cara querido e considerado.

Conheci o cara em 1991, quando cursamos a 7ª série na Escola Alexandre Vaz Tavares (AVT). O cara era um gozador, um sacana gente boa. Ele nunca andou comigo pra cima e pra baixo, mas quando nos encontrávamos era festa, principalmente nos eventos de rock. Também fizemos algumas malucagens juntos (risos).

A gente não tinha contato no cotidiano, mas existia brodagem entre mim e aquele sacana. Jork era uma figura pouco (ou nada) ortodoxa. Tocava porradas do metal, mas também era apaixonado por Beatles e Raul Seixas. O cara fazia miséria no baixo, foi um dos melhores músicos amapaenses de sua geração e embalou piseiros memoráveis nas noites quentes de Macapá. Ele integrou várias bandas durante sua trajetória, a mais marcante foi certamente a Sloth.

Sua morte foi transformada em alerta para crimes como o que o vitimou e em arte, pois familiares e amigos do músico criaram o Festival Jork and Roll, realizado por alguns anos na Praça da Bandeira, no centro de Macapá, no período que seria seu aniversário. Jorkdean foi uma figura alegre, sempre com um sorriso no rosto e direto, não fazia rodeios. Tinha personalidade e possuía uma sarcástica malacagem.

Não é nenhum exagero afirmar que o Jork ajudou a puxar a fila e firmar o rock no Amapá, sobretudo o heavy metal. Além de extraordinário músico e ter atitude foda, ele era gente fina demais. Este texto, sempre republicado, é para o brother não ser esquecido, assim como esse tipo de crime do qual foi vítima.

Valeu, Jork!

Elton Tavares


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