Jornalista Denise Muniz é vítima de perseguição política

                                                                                 Por Heverson Castro
Charge que supostamente custou o emprego de Denise.
A jornalista Denise Muniz, que já passou pelos impressos “Diário do Amapá” e “Tribuna Amapaense”, além da assessoria de comunicação do Estado, foi vítima, nesta quinta-feira, 24, da covardia e vingança do senador tapetão, o qual a casa caiu ontem (23), Gilvan Borges (PMDB/AP).

Denise atuava, desde janeiro de 2011, como editora chefe do Jornal Leia Agora, onde o jornalista Garcia Brito é “superintendente”, mas quem manda mesmo é o deputado Edinho Duarte.

Denise escreveu uma matéria para o editorial do veículo, que circula hoje nas bancas do Amapá, sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolveu os mandatos, de fato e de direito, ao senador João Alberto Capiberibe (PSB) e deputada Federal, Janete Caiberibe (PSB).

A então editora chefe do jornal usou, além de uma foto do casal de parlamentares, uma charge do desenhista Honorato Junior, onde o artista satirizou o senador tapetão Gilvan Borges, que aparece na arte como o choroso e lerdo personagem “Kiko”, do programa televisivo “Chaves”.

Na mesma arte, o desenhista colocou na gravura o senador Capi e deputada Janete, como os personagens “Chiquinha” e “Chaves’, do mesmo programa infantil, rindo da queda do barbudo.

A charge é uma prática comum no jornalismo impresso. Por conta da figura usada na reportagem, a jornalista foi sumariamente demitida de seu emprego no jornaleco (sim, pois um veículo que se presa precisa de motivos mais consistente para uma ação extrema como esta) Leia Agora.

A cabeça de Denise teria sido pedida pelo próprio Gilvan, que anda sentido com os últimos acontecimentos e pediu ao deputado Edinho Duarte que demitisse a profissional, que por sinal é muito competente. A palavra ridículo não define o fato, mas se aproxima da atitude tomada pelo “chefe” do impresso, Garcia Brito.

Agora me digam, isto é ou não perseguição política? É ou não censura? Depois, os políticos do PSB é que são “perseguidores”. Este rótulo cai como uma luva para o Zolhudo e no radialista que quer ser conselheiro do Tribunal de Contas.
Meu comentário: Tenho amigos no Leia Agora, como o Jardim e Leila Brito, que são ótimos jornalistas, além de respeitar o trabalho da também competente  Alyne Kaiser. Mas se isso que está aí em cima for fato, só lamento.
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