Júnior Favacho convoca políticos para lutar pela liberação da extração de petróleo na Costa do Amapá

O presidente da Comissão de Agricultura e Abastecimento (CAB) da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), Júnior Favacho (MDB) voltou a criticar a decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de negar a autorização para a Petrobrás extrair petróleo na Costa do Amapá. Em seu discurso na Sessão Ordinária da Casa nesta terça-feira (23), o parlamentar afirmou que o órgão não pode ser responsável por travar o desenvolvimento do Estado, e convocou a classe política para reverter essa decisão.

“O que estão tentando fazer com o Amapá é um absurdo. Negar a licença ambiental para um grande projeto como esse, de uma grande empresa que é referência mundial, como a Petrobrás, representa o travamento da economia e do desenvolvimento do nosso Estado. O Amapá não pode ser penalizado por meia dúzia de pessoas que não conhecem a realidade na qual nós vivemos”, disse Júnior Favacho.

Na opinião do deputado, a possibilidade de extração de petróleo no Amapá pode representar um importante incremento na economia do Amapá. Júnior Favacho deu como exemplo a Guiana Inglesa, que valorizou o setor mineral e deve registrar um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mais de 40% ao ano. O país descobriu petróleo na sua costa em 2015, e, hoje, grandes empresas internacionais investem na extração.

Júnior Favacho elogiou a atitude da Alap em promover um debate a respeito do problema. A Casa realizou na última sexta-feira (19) uma Audiência Pública no município do Oiapoque e convidou representantes de diversos setores da sociedade para a discussão. O parlamentar também defendeu que a classe política do Amapá se una para reverter essa decisão e encontrar um caminho sustentável para esse problema.

“Quero parabenizar a presidência da Casa pela coragem em ouvir a população do Oiapoque, os indígenas, o prefeito, os vereadores e empresários que sabem da importância de desenvolver o estado do Amapá através do setor mineral. Precisamos nos unir em prol dessa causa e, se for necessário, ir até Brasília para tentar reverter essa decisão do Ibama. Estarei ao lado do povo na luta pelo desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.

Agro

Ainda no debate sobre a extração de petróleo no Amapá, o deputado fez um paralelo com a situação do agronegócio no estado. Ele lembrou que a burocracia na expedição de licenças ambientais para agricultores é o grande responsável pelo travamento do setor. O parlamentar propôs que essa questão também vire tema de debate na Alap.

“Essa situação também foi o que travou o agronegócio e impediu que o Amapá produzisse soja, milho, arroz e criasse boi, porco e frango. O Amapá manda todo ano R$ 2 bilhões para Chapecó para pagar o frango que a gente consome. Precisamos mudar isso, e eu proponho uma Audiência Pública para discutir esse tema. O Governo precisa se comprometer com esse setor para que a gente possa desenvolver de verdade o nosso estado”, concluiu.

Assessoria de comunicação 

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