Ladrão de Marabaixo – Por @rostanmartins

Por Rostan Martins

Roubei um ladrão no hall de entrada da Rádio Universitária/Unifap, Padre Aldenor Santo (que também é professor da Unifap), estava em pé, aguardando alguém. Eis que surgir, no outro lado da rua, um senhor, estatura mediana, barbudo, cabelos grisalhos, que caminha na direção do Pe. Aldenor, era Fernando Canto (sociólogo, poeta, escritor, membro da Academia Amapaense de Letras e doutor em sociologia).

– Bom dia, padre, reverenciou Fernando.
– Bom dia, meu amigo, como você está? Responde Pe. Aldenor.
Era período eleitoral para a escolha do próximo reitor da Unifap e Aldenor foi um dos concorrentes. Fernando Canto um dos coordenadores de campanha eleitoral da professora Dra. Piedade Videira, também candidata.
– Padre, quero sua benção! Suplicou Fernando Canto.
– Não se preocupes meu filho, vocês estão bem. Respondeu imediatamente Pe. Aldenor, pensando que Fernando queria uns auxílios espirituais para o seu trabalho.
– Não Padre. Retrucou o acadêmico.
– Hoje é meu aniversário, estou de berço. Então quero uma benção. Completou.
Padre Aldenor, com o polegar direito, encostou a ponta do dedo na testa de Fernando, fazendo o sinal da cruz, enunciou:
– Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo, que Deus lhe proteja.
E a prosa seguiu.

*Ladrão, no Marabaixo, são as cenas cotidianas das personalidades, socializadas, em forma de poemas, no Ciclo do Marabaixo.

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