Lei Aldir Blanc: quase 300 mestres premiados da cultura popular do Amapá estão em galeria digital da Secult/AP

A Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP) disponibiliza, por meio do site https://secult.portal.ap.gov.br/, uma galeria que eterniza 298 mestres da cultura amapaense. Eles foram contemplados pelo edital da Lei Aldir Blanc, que reconheceu diversos artistas do estado com o prêmio Maestro Siney Saboia.

A premiação, que aconteceu no dia 20 de dezembro de 2020, é um reconhecimento devido à atuação de personalidades como, por exemplo,  do sociólogo e escritor Fernando Canto, que faz parte do alicerce cultural do estado, que hoje segue preservado e continua sendo difundido, em forma de memória histórica para as demais gerações de amapaenses.

“Tomamos todos os cuidados para que o recurso da Lei Aldir Blanc chegue à cadeia produtiva cultural conforme os critérios exigidos. O Amapá precisa preservar, reconhecer e premiar seus grandes nomes em todas as áreas de atuação. Temos trabalhando neste fortalecimento cultural e é uma satisfação homenagear essas 298 personalidades da nossa cultura, tradição e história“, pontuou o titular da Secult, Evandro Milhomen.

Esses artistas contemplados ajudam e ajudaram na promoção da diversidade cultural do Amapá. É destinado a homens ou mulheres que possuem grande experiência e conhecimento dos saberes e fazeres tradicionais, com vida e obras voltadas para expressões culturais amapaenses, e ações reconhecidas nos locais onde vivem e atuam.

A Secult disponibiliza a galeria no site do órgão com banners de todos os artistas contemplados com a premiação, para eternizar os homenageados dentro da plataforma digital.

Sobre Fernando Canto

Fernando Canto é professor, escritor, poeta, músico, fundador do Grupo Pilão, criador do movimento Marabaixeta e compositor de músicas que embalam o cancioneiro amazônico.

Fernando Pimentel Canto nasceu em Óbidos, no Estado do Pará, em 29 de maio de 1954. Graduou-se em 1980 em Ciências Sociais, pela Universidade Federal do Pará. Pós-graduado em Metodologia de Projetos Urbanos e Municipais, pela Escola Nacional de Serviços Urbanos, em 1983, no Rio de Janeiro, Teoria Antropológica, na UFPA em 1988 e em Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental, pelo Naea/Gea, em Macapá, em 1999. É Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Iniciou sua carreira profissional na vida pública em 1981, no governo do então Território Federal do Amapá, na Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral. Foi membro do Conselho Territorial de Cultura, professor de Metodologia e de Sociologia no Núcleo de Educação da UFPA, em Macapá, que deu origem à Unifap. Foi diretor da Escola de Artes Cândido Portinari. Coordenou o Núcleo de Arte da UFPA. Lecionou Antropologia Cultural na UFPA e Sociologia e Metodologia na Seama.

De volta à Macapá foi assessor da Fundação Estadual de Cultura. Coordenou o Departamento Municipal de Cultura, atualmente Fumcult. Na Unifap foi diretor do departamento de Extensão e Atividades Comunitárias, assessor especial do Reitor, diretor da Rádio, TV e da Editora Universitária.

Compositor premiado em diversos festivais dentre eles, nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Macapá. É membro fundador do Grupo Musical Pilão. Tem mais de 100 músicas gravadas.

Publicou 15 livros de diversos gêneros literários como contos, crônicas e poesias, além de trabalhos de cunho científico na área da sociologia e da antropologia. É membro da Academia Amapaense de Letras, da Academia Amapaense Maçônica de Letras, Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, Associação Paraense de Escritores e Associação dos Escritores do Amapá.

É jornalista colaborador, atuando desde 1980 em revistas e jornais de Belém e Macapá. Fernando Canto anuncia para o segundo semestre de 2021, o lançamento de dois livros. Um com edição do Senado Federal, resultado da sua dissertação de mestrado sobre a Fortaleza de São José de Macapá. O outro, um livro de contos, a ser publicado pela Editora Paka-Tatu.

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