Little Big Revised: lendária banda de rock de Macapá, após 10 anos, fará show em fevereiro de 2012

Little Big tocando no antigo Mosaico  – Foto surrupiada do álbum de Antônio Malária.
 
Ontem (2), o músico e compositor amapaense, Ruan Patrick anunciou que, em fevereiro de 2012, durante o Festival “O Grito do Rock”, sua antiga e lendária banda, a Little Big se reunirá e fará um único show (revisited). Certamente, será uma noite especial para aqueles que assistiram apresentações dos caras na Macapá dos anos 90.

A Little Big não se apresenta há cerca de 10 anos. Sua primeira formação foi Antônio Malária no vocal, Ronaldo Macarrão no contrabaixo, Tibúrcio na guitarra e Zico na bateria. Todos skatistas.

A banda quase acabou com a saída de Tibúrcio. Patrick Oliveira (hoje líder da stereovitrola) assumiu este posto de forma brilhante.  Houve um rodízio na cozinha da Little, a bateria contou com participações do Ricardo Kokada e do Kookimoto, mas quem emplacou mesmo foi o Mário (não lembro o sobrenome do Mário e nem sei por onde ele anda, mas o cara tocava muito).

Eles tocaram juntos da segunda metade dos anos 90 até meados de 2002. Era a banda que mais agitava o rock and roll em Macapá.

A Little foi a banda de garagem mais duradoura e badalada daquela época (onde a Little tocava, era casa cheia). Eles tocavam o punk, indie, hardcore e manguebeat. Chegaram a desenvolver um som próprio, com composições do Antônio Malária, um flerte com o Batuque e Marabaixo, misturado ao rock.

A banda ganhou força com a percussão de Guiga e Marlon Bulhosa. Inspirados, chegaram ao topo do underground amapaense com as canções próprias  “Baseados em si”, “São Jose”, “Beira mar” e “Lamento do Rio”. Música amapaense, um dos meus trechos preferidos era: “Eu sou do Norte, por isso camarada, não vem forte”.

A banda embalou festas marcantes do nosso rock, teve seus anos de sucesso pelas quadras de escolas, praças, pista de skate, bares (principalmente o Mosaico) e residências de Macapá.

Era rock em estado bruto, sem muitos recursos tecnológicos ou pedaleiras sofisticadas. Aqueles caras agitavam qualquer festa, quem foi ao Mosaico, African Bar, Expofeiras, Bar Lokau, festas no Trem Desportivo Clube e Sede dos Escoteiros sabe do que falo.

Vários fatores deram fim a Little Big, como desentendimentos internos e intervenção familiar. Eles não estouraram como banda autoral porque não tiraram os pés da garagem.  Este show matará um pouco da saudade que tenho da velha Little. Já quero que este momento chegue logo.

Elton Tavares

  • A Little Big foi sim a melhor bandas dessas bandas
    Originais, criativos, com presença de palco, doses cavalares de viagens alucinantes!!!
    tenho que estar vivo até essa data!

  • vai se massa com participação do Guiga e Kookimoto!!!! os ensaios vao começar em janeiro no red head studio

  • BLZ!! vou ter a opurtunidade de ver a mais famosa das Banda dessas bandas!!!, como diria o locutor do de um tal circo : “Vai láaaaaa!!”
    Aog Rocha

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