Mães dos dias – Por Manoel Duvale

Por Manoel Duvale

Tem mães que parecem segunda-feira, sempre correndo pra não perder a hora. As segundas são dos corres da vida pra garantir que tudo corra bem durante a semana, com faz-me rir no bolso e com as lições das crianças em dia.

Outras já têm a cara da terça-feira. Já superado o choque de realidade da segunda, as mães terça-feira são focadas e dedicadas a aproveitar bem o dia, pra não deixar nada pro dia seguinte, que, quando vê, já é quarta-feira.

As mães que têm o espírito da quarta-feira já se permitem fazer algo fora da caixa e da folhinha, procurando problemas para as soluções que elas têm pra dar e vender.

Mas tem as mães que são a cara da quinta-feira, querem mais é que a sexta se instale e ela possa tomar umas pra aliviar o peso da semana.

As mães cujo espírito é de sexta-feira têm os olhos mais brilhantes e ficam cantarolando pela casa ou trabalho, felizes como regularmente são as sextas-feiras.

As que são o sábado têm o dom da criação, como ensina o poeta Vinícius:

“…Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar …”

E o sábado segue em ondas de rádio ou de rio.

O domingo é o que toda mãe gostaria de ser na vida, porque cabe toda a família e os amigos. Cabem os dias de sol ou de chuva, cabem todos os abraços possíveis, os sabores mais inusitados, os sorrisos mais sinceros, cabem os gatos, cachorros, gritos de crianças, gargalhadas às pencas.
E assim é o dia a dia das mães.

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