Maior expressão cultural do Amapá: Ciclo do Marabaixo se encerra na quarta-feira (16), no Dia Estadual do Marabaixo

O Ciclo do Marabaixo se encerrará nesta quarta-feira (16), no Dia Estadual do Marabaixo, com uma live de encerramento que iniciará às 17h. O festejo, que acontece de forma virtual em respeito às medidas de proteção necessárias ao período de pandemia, começou no dia 3 e conta com apresentações ao vivo e debates em torno da cultura negra amapaense.

O evento, realizado com fomento da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP), possui apresentações transmitidas pelo Facebook e Instagram da Secult/AP e da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Afrodescendentes (Seafro), com média de 1500 visualizações por transmissão.

Na programação foram representadas as seguintes agremiações: Berço do Marabaixo, Campina Grande, Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau e Raízes da Favela, organizações tradicionais da cultura negra no estado e que também realizam a transmissão da programação.

De acordo com o titular da Secult, Evandro Milhomen, o Ciclo do Marabaixo faz parte da tradição do Estado.

“Mesmo na pandemia, o Ciclo do Marabaixo ocorre como forma de esperança e resistência, e busca valorizar nossa memória e história, através do marabaixo, nossa maior tradição. Ficamos felizes por oportunizar todos os trabalhadores das comunidades que fazem o Marabaixo seguir vivo no Amapá. Seguiremos o trabalho com muito empenho e responsabilidade em favor de nossos costumes e saberes que formam a identidade cultural amapaense”, frisou o secretário de Estado da Cultura.

Laura do Marabaixo

Segundo Laura do Marabaixo, uma das lideranças culturais no Estado, é muito importante que haja a valorização da cultura negra e a promoção do marabaixo e batuque no Amapá, para que as raízes nunca sejam esquecidas.

“Em nome do secretário Evandro Milhomen, da Secult e na pessoa do secretário Joel Borges, da Seafro, agradeço pela grandiosa realização da nossa manifestação cultural. E pela organização maravilhosa, só de mulheres, feita por Solange de Campina Grande, Valdineide Costa da Favela, Mônica Ramos do Pavão, eu quem falo, eu, Laura do Marabaixo e Elisia do Marabaixo da Dica Congó”, frisou Laura do Marabaixo .

Tradição

O Marabaixo é a maior expressão cultural amapaense. Dança de origem africana, trazida para o Amapá pelos negros africanos que foram tirados de sua terra natal para servir o trabalho escravo.

O Marabaixo ocorre durante as Festividades Tradicionais, que consistem em homenagear os Santos padroeiros das Comunidades Negras e Quilombolas do Amapá. Em Macapá todos os anos tradicionalmente é realizado o Ciclo, em homenagem ao Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade nos Bairros do Laguinho e Favela (atual Santa Rita) com missas, novenas, ladainhas (parte religiosa dos festejos) e danças de roda de Marabaixo puxada pela batida de tambores chamados de “caixas de marabaixo”.

Programação:

16 de junho (quarta-feira)

Evento: Live do Dia Estadual do Marabaixo
Hora: 17h às 21h
Entidade: Coordenadoria do Ciclo do Marabaixo

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