Máquina do tempo, relatividade e outros paranauês manjados

Durante raras ocasiões onde certas implicâncias raivosas podem ser compartilhadas em redes sociais, disseminei meu ódio momentâneo por Einstein, isso mesmo o referido gênio me tirou do sério. 

Afinal, ele bem que poderia ter nos deixado de herança as máquinas do tempo, oposto de a teoria da relatividade. Por que quem mais que nós, meros ansiosos mortais empobrecidos de qualquer genialidade, para saber o quanto nos é caro cada segundo de vida à espera de algo, alguém, ou alguma coisa?

Mais absurdo ainda foi o motivo de ter abandonado a teoria que supostamente unificaria todos os fenômenos físicos em um único tratamento teórico e matemático, para ficar pasmem: chafurdando na luxúria. Todo mundo sabe que é bom, né? 

Todavia, egoisticamente falando onde fica o bem comum? Se ele tivesse namorado menos… Estaríamos viajando no tempo, voltaríamos até aquela fatídica data e não votaríamos no cara aquele… Não faríamos as mesmas escolhas e nos jogaríamos no leque de possibilidades de conhecer outros “eus” de nós mesmos. Vivenciaríamos os melhores momentos de nossas vidas tão regradas ou não. 

Porém, a motivação destas linhas e raciocínio caótico é que um também colega jornalista mencionou a seguinte frase no comentário do status “A imaginação é uma máquina do tempo e ela é melhor que o conhecimento”. E pirei com isso, pirei! Essa frase fez um efeito bombástico em mim…

Não consigo “imaginar” sem recorrer ao meu “banco de dados”, ou seja, preciso de referências, já que não tenho aptidões inventivas natas. 

Explico: 

Se partirmos da premissa de que é preciso algum conhecimento, (seja ele empírico ou acadêmico) para abastecer nossa capacidade imaginativa, penso que na ausência nosso acervo seria limitado, logo, tal afirmação se tornaria improcedente. Porque mesmo os gênios precisaram recorrer a algumas experiências… 

Agora se de repente ele fez menção ao próprio Einstein quando afirmou que “em momentos de crise só a imaginação é mais importante que o conhecimento”, então, nada tem a ver com a falta de conhecimento e sim com criatividade, proatividade, pensar rápido, visão e “aqueles paranauês” que os orientais manjam bem “com crise se cresce”. 

Entretanto, usufruirei do meu “direito da dúvida” e proponho que você faça o mesmo, já que não sou dona da verdade (nem é o meu desejo) e não acredito em nada que se apresente como absoluto. 

Destaco por fim, que sou limitada e preciso de referências e apesar de aprender alguma coisa todos os dias, me surpreendo em não saber nada e com a crescente insegurança diária com a qual me deparo diante das inúmeras situações.

É difícil em um mundo onde tudo é tomado para si e readaptado, ter de fato ideias próprias, autênticas… Tudo parece, um remake, uma releitura, adaptação ou apropriação indébita de autores mortos… Até de fome.   

Hellen Cortezolli

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