Marabaixo – É tempo de fé e tradição na Favela

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Neste final de semana o Ciclo do Marabaixo tem continuidade na Favela, atual bairro Santa Rita, com novenas, Baile dos Sócios e o Marabaixo do Mastro. As homenagens são em homenagem à Santíssima Trindade, realizadas desde a década de 40 pela família da pioneira Gertrudes Saturnino. A programação do Ciclo do Marabaixo começou na Semana Santa, nos bairros Laguinho e Favela, e encerra em 4 de junho, dia de Corpus Christi.

Sexta-feira, 22, inicia a novena da Santíssima, a partir das 19h, no Barracão da Tia Gertrudes (Av. Duque de Caxias, entre Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes), marcando o momento de fé e devoção, quando a comunidade agradece, louva e pede bênçãos. O novenário encerra no dia 30. Após a abertura da novena, às 21h, a Associação Berço das Tradições Amapaenses, realiza o Baile dos Sócios, costume antigo, que reúne os devotos, com roupas de gala para dançar. Há alguns anos o baile foi substituído por rodadas de marabaixo, e volta agora resgatando a tradição.

Dia 24 é Domingo do Mastro, e os devotos e participantes dançam marabaixo das 16h até o amanhecer da segunda-feira, quando os mastros são erguidos ao som das caixas e cânticos. É a mais forte manifestação do Ciclo, que comprova a fé na Santíssima Trindade, com a resistência física e devoção. Um mastro é enfeitado com as folhas de murta, que representa a fartura, e o outro é azul e branco, cores da Santíssima. Os dois levam em cima as bandeiras com a coroa Trindade. Após os mastros serem levantados, é servido o café da manhã.

A programação continua no dia 31, dedicado às crianças, em cumprimento à uma promessa. A graça alcançada com a gravidez de Gertrudes Saturnino, que deu à luz Natalina Costa, hoje com 84 anos, reforçou a fé, e os festejos passaram a ser realizados em honra à Santíssima Trindade dos Inocentes. Este dia começa com a missa, seguido do café da manhã, e do Almoço dos Inocentes, para doze crianças, que representam os apóstolos. A tarde é de brincadeiras e lanche para a criançada da comunidade da antiga Favela.

Texto: Mariléia Maciel
Foto: Márcia do Carmo

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