Mesmo com números abaixo do esperado, Dia das Mães afeta de forma positiva o comércio local


Após a pesquisa de intenção de compras do consumidor macapaense para o Dia das Mães, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio do Amapá (IPDC), ligado a Fecomércio Amapá, realizou uma sondagem junto aos empresários de diversos segmentos do comércio local, com foco naqueles que comercializam produtos relacionados às mães, como lojas de departamento, floriculturas, roupas e calçados, eletroeletrônicos, perfumaria e joalheria.
“O dia das mães é a segunda melhor data comemorativa em movimento de vendas para o comércio varejista, ficando atrás apenas do Natal”, destaca a gerente executiva do Instituto, Beatriz Cardoso.
De acordo com os dados levantados, o Dia das Mães afetou de forma positiva 86% dos entrevistados, reforçando a importância da data para o varejo. Em relação à mesma data do ano passado, 46% revelou que as vendas foram superiores, 21% disseram diz ter sido igual e 32% dos entrevistados observaram resultados menores em relação a 2013.
Sobre a estimativa de crescimento nas vendas, 61% dos entrevistados disseram que ficou no patamar de 5 a 10%. Mas para 29%, esse crescimento foi menor que 5%. Já 11%, disseram que o crescimento foi de 11% a 15%. Nenhum dos entrevistados observou crescimento acima de 15%.
Para alavancar as vendas no período, algumas medidas foram implantadas pelas empresas ouvidas, sendo a maior aposta na diversificação do mix de produtos (57%). As promoções também foram uma forma de movimentar as vendas, elas corresponderam a 46%, da oferta de vendas. Além disso, 43% dos empresários investiram na visibilidade da loja. De acordo com 82% dos lojistas, essas medidas tomadas trouxeram retorno positivo nas vendas.
“É importante levantar a percepção do empresário em relação aos consumidores que deixaram de ir às compras, nesse caso, 61% acredita que a baixa circulação de recursos no mercado foi o fator preponderante que fez com que o consumidor deixasse de ir às compras, em seguida, o endividamento (36%) também afastou o consumidor do comércio”, disse Beatriz Cardoso.
Na opinião dos empresários entrevistados, 46% dos consumidores gastaram de R$ 101 a R$ 300, e para 14%, os gastos foram acima de R$ 400,00. A forma de pagamentos mais utilizada foi o cartão de crédito (75%), já os pagamentos à vista na opção débito ou em dinheiro somaram 14%. Apenas 10% das empresas realizou contratações para atender o aumento da demanda do período.

Ewerton França 
Gecom/Fecomércio Amapá

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