Meu mais novo amigo

Depoimento da Rita Torrinha ao Edgar Rodrigues, ambos são queridos colegas de trabalho, leiam:

Edgar Rodrigues, professor, poeta, escritor e jornalista amapaense.
    Meu mais novo amigo
                                                                    Por Rita Torrinha
Sabe aquele dia em que você tem vontade de mandar tudo para as cucuias? Quando você quer descontar no mundo suas aflições e as intempéries de seus problemas maus resolvidos? O início do meu dia de hoje foi assim. Acordei intolerante por lembrar e acompanhar uma série de injustiças, que prefiro manter as razões para mim, guardadas no coração.
Foi uma manhã de incredulidade com as pessoas, ceticismo em relação ao que é ou não verdadeiro. Perdoem a vagueza de meus sentimentos, mas há coisas as quais é melhor guardar para si. Embora escrever isto já tenha trazido certo conforto para a minha carcaça humana. Como disse no início deste desabafo, o início do meu dia foi assim, até que um carinha de porte físico “meninão”, estatura baixa, magrinho e sempre com o seu tênis a postos nos pés, que tive a honra de conhecer a pouco tempo e agora trabalhar ao seu lado, me tirou deste momento de amargura.
Já conhecia seu legado e tantas pessoas que ao tecerem comentários ao seu respeito, acabam se prendendo em elogios e ternura, diante da amizade gostosa e verdadeira que ele tem para dispensar a todos que lhe rodeiam.Este é o meu mais novo amigo e companheiro de trabalho Edgar Rodrigues. Homem simples, e ai de quem o chamar de senhor, que cativa no primeiro encontro. Profissional de várias facetas, historiador dos melhores, tarado por dados, de todo o conteúdo, claro, referentes ao seu amado Amapá.
Edgar possui um acervo pessoal de mais de 40 mil coisas a respeito deste Estado, referências históricas, cultura, biografias, educação………………………..até mesmo endereços de restaurantes e afins.Edgar é uma brisa aconchegante de conhecimento, conhecimento este que busca compartilhar com o mundo, com seus colegas, e não o conhecimento egoísta, que muitos grandes pensadores preferiram levar consigo para o túmulo a coletivizar com a humanidade.
Edgar tem a sabedoria da bonança, a meiguice de um velho rapaz, a clareza e discernimento que todo o sábio deve ter, a simplicidade rara, quando se fala de grandes homens. Sim, ele é digno de admiração. Este é o meu mais novo amigo Edgar Rodrigues, o cara que entusiasmado me contou histórias e lembranças de uma Macapá antiga, que abriu seu computador e me mostrou com entusiasmo fascinante alguns de seus milhares de estudos e tantas histórias garimpadas e arquivadas ao longo de seus mais de 40 anos de pesquisas.
No primeiro momento, eu, ainda blasfemando contra o mundo, não queria dar ouvidos a tantas histórias. Mas acompanhar aquela voz mansa, aconchegante, educada e, acima de tudo, ver o amor com que Edgar realiza cada tarefa que lhe é dispensada e o amor com que conta suas histórias e experiências, me fez entender o quão efêmero somos nós e o mundo, e todos os nossos problemas. Só temos duas soluções: resolver ou resolver, ou esperar que se resolva, ambas são angustiantes, quando a solução do problema não depende de você, mas é o jeito.
Só sei que depois de conversar com este pequeno-grande-homem, me peguei a escrever esta minha historinha, medíocre comparada as tantas de meu amigo filósofo, mas que me fez resgatar a sensibilidade de que, no fundo, no fundo, ainda existem pessoas boas e afáveis. Pessoas que têm o poder de modificar um momento e de fato ganhar a admiração gratuita de todos os que a cercam. Este é o meu mais novo amigo Edgar Rodrigues. Um cara que desde que cheguei ao Amapá já ouvia falar, mas que só agora tive a honra de conhecer.

A você, caro Edgar de Paula Rodrigues, todo o meu respeito e carinho.

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