Meu pai e a fofoca da vizinhança – Crônica de Elton Tavares (com ilustração de Ronaldo Rony)

Crônica de Elton Tavares

Certa vez, cansado de tanta fofoca que as vizinhas contavam pra minha mãe, meu falecido pai fez uma reunião em minha casa.

O velho Penha (meu genitor) chegou de uma noite divertida com amigos, após ter tomado umas, chamou todos os casais de vizinhos e disse: “Dona fulana, a mulher do Ciclano fala mal da senhora. Mulher do Ciclano, a Beltrana lhe detona todo dia”, e continuou a dedurar a rede de intrigas que rolava por lá.

Após jogar a merda no ventilador, foi dormir e deixou o bate-boca rolando.

Resultado: paz na rua de casa.

Aquele cara era foda!

Também existem os casos de vizinhos invejosos. Lembro quando minha mãe trocou de carro e o vizinho atravessou a rua só para perguntar quanto custou o automóvel. Meu irmão estava ao volante, íamos sair pra dar um “rolé e tals”. Prontamente respondi ao enxerido: “Não lhe interessa!”. Odeio gente invejosa.

Ainda tem aqueles vizinhos “religiosos xiitas”, que vivem querendo levar todo mundo para perto de Jesus (como se eles fossem mais próximos do Filho de Deus). Só que eles não entendem que esse papo é chato.

Sei da importância de conviver bem com vizinhos, mas às vezes é bem difícil, principalmente quando ouvem música ruim no volume máximo ou vivem arrumando confusão.

Portanto, tenham boa relação com a vizinhança, mas não lhes permitam muita abertura, senão vocês terão que emprestar algo, quebrar galho ou outros tipos de “encheção” de saco. É isso!

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