“Meu sorriso de Adeus” – Por @KiaraGuedes

Por Kiara Guedes

Amigo, vai comigo no rock da praça? Por favor, poxa. Papai não vai me deixar ir sozinha…

Depois de muito apelo, meu amigo de infância, em quem meus pais confiavam levar/acompanhar a filha adolescente no rock, chegou, pedi que me esperasse na “sala de música”, escutando música. Ser filha de músico, sobrinha, irmã de músicos me proporcionou ter uma sala, com uma televisão, quase nunca ligada, mas com muitos instrumentos musicais, e no decorrer do tempo, um sucessão de aparelhos reprodutores de música.

Estava tocando Luiz melodia, deixei, era um chorinho. Então eu fiquei pronta e a conversa foi sobre como eu me preparava pra ir ao rock escutando um chorinho, mas veja que só que pergunta, Luiz Melodia e principalmente Chorinho não tem hora pra ser escutado, amigo!, eu lembro da resposta.

Nem moda nem onda, Luiz Melodia continou a tocar, e hoje você o acha em mais um dos meus “aparelhos” de reprodução de música, “o sigo” na verdade, em meu spotify. As manhãs felizes inclusive, sempre tiveram basicamente uma trilha:

“Hoje eu acordei bem cedinho, estava preso num chorinho, falando de Amor e passarinho…”

Hoje a trilha pela manhã foi de tristeza para o país inteiro, e ouso usar mais um clichê e dizer que mais um gênio musical foi fazer um samba do outro lado. E embora o evento morte seja “Congenito” da vida, nunca “compreendemos mais… porque tudo que se tem não representa nada”, e deve ser mesmo porque somos incapazes de tomar o conselho de que “se a gente falasse menos…”.

Enquanto escrevo, meu menino aqui do lado me pede pra colocar um rock pra que os Dinossauros de brinquedo lutem, eu explico que gostaria que ele curtisse um Chorinho – Fadas – comigo e então eu coloco o rock. Ele aceitou e eu sorrio.

“Twist, eu sei que existiu
Rock’n’ Roll, não sei se eu vou
Não sei se a onda é samba
Se é moda ou tudo onda…”

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