Meus parabéns ao Val Milhomem! (hoje o “poeta do Formigueiro” completa 60 anos)

Com o Val em 2015 (esquerda) e com o aniversariante ladeado da Neth e Simone (direita)

Completar seis décadas pisando forte, cantando o amor e afugentando a tristeza não é para qualquer um. Pois é, hoje um grande homem alcança essa marca de mais de meio século de vida (E que vida!). Hoje aniversaria o poeta do formigueiro, um dos fundadores do Movimento Costa Norte, que fortaleceu a música regional amapaense, um monstro sagrado da nossa arte, integrante do grupo Senzalas, compositor premiado, membro do seleto grupo de maiores letristas do Amapá, violonista, cantor, marido da Neth e querido amigo deste jornalista, Val Milhomem.

A música é, com toda certeza, a arte mais sublime, pelos menos para mim. A poesia vem em seguida. Val Milhomem alia esses dois talentos a sua gente bonisse, paideguice, bom humor e total falta de estrelismo (o que admiro muito em um cara foda como ele).

Com mais de 30 anos de carreira e uma trajetória admirável, artista eleva a cultura do marabaixo e o batuque, sempre com muito brilho e talento. Ele está entre os grandes que o Amapá se orgulha em ter como cancioneiros.

Val é um cara muito pai’égua, pois sempre tratou as pessoas com respeito, educação e gentileza. Com os amigos então, o cara é um parceiro e tanto. Gosto muito dele. Além de fã do cara, tenho o orgulho de dizer que ele é um brother querido.

Um pequeno resumo da grande obra de Val

Compositor do Amapá, aos 19 anos fez parte da criação do grupo “Nós”, que expressava nos festivais de música do início dos anos 80 a consciência de sua geração sobre os temas da identidade regional. Sua primeira premiação aconteceu em 1983, no 3º Festival do SESC Amapá, quando dividiu a primeira colocação com o parceiro Ronery. A premiação foi a gravação de um compacto simples (vinil). Em 1992 gravou o seu primeiro disco, Formigueiro, uma homenagem à comunidade que tem o mesmo nome, localizada no centro histórico da cidade de Macapá, onde o artista viveu sua infância e juventude.

Como um dos fundadores do Movimento Costa Norte, em 1995 teve seu trabalho registrado na primeira coletânea do movimento, que incluía Amadeu Cavalcante, Zé Miguel e Osmar Júnior. Em setembro de 1996, com Zé Miguel e Joãozinho Gomes, lançou o CD Planeta Amapari, indicado ao Prêmio Sharp no ano seguinte. Em 1997 com a adesão de Amadeu Cavalcante, foi criado o grupo Senzalas. Em 2005 Val Milhomem gravou o CD Constelação de Parentes em parceria com Joãozinho Gomes, lançado em 2008. Ainda em 2005, com o parceiro Joãozinho Gomes, classificou a música Barco Negreiro no I Festival A Nova Música do Brasil, da TV Cultura, defendida pelo grupo Senzalas. Em 2008 reuniu 50 artistas da música popular brasileira em um espetáculo comemorativo juntamente com Joãozinho Gomes, intitulado Val Milhomem e Joãozinho Gomes-50 anos.

Eu e Val Milhomem – 2014

Pelo conjunto de sua obra e incalculável contribuição para a cultura do Amapá, Val merece sempre os nossos parabéns, homenagens e agradecimentos. Mas, além disso, ele é um baita cara porreta e querido amigo considerado de todos nós, que amamos a boemia, as artes e a celebração constante da vida. Milhomem, que tu sigas com saúde, esse sorrisão porreta e energia positiva que emanas por, no mínimo, mais 60 invernos amazônicos. Que Deus derrame uma chuva de bênçãos sobre você, mano velho. Já disse e repito: tu és um cara foda!

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

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