MMA: PREGUIÇA É A REALIZAÇÃO DE UM SONHO BRASILEIRO E AJUDA A HUMANIZAR O ESPORTE

Por alguns considerada antes uma violência permitida e com platéia garantida, o MMA entra agora definitivamente para a lista dos esportes mais respeitados do mundo, mostrando a mistura de técnicas de vários esportes e a habilidade dos lutadores. No Amapá as academias começam a se profissionalizar para esta realidade e treinadores e professores de educação física preparam os esportistas que ganham espaço em todo o Brasil. Estima-se que mais de 800 lutadores estejam espalhados pelo Estado treinando e aguardando o sinal para entrar no cenário estadual e nacional. Entre os campeões que começam a surpreender o país, o amapaense Adson Nascimento, o Preguiça, é o lutador da vez.

Ganhou esse apelido no primeiro esporte em que entrou, a capoeira. Depois dela vieram o jiujitsu, boxe e muaythai que juntaram-se à caminhadas, musculação e malhação e resultaram no esportista que hoje disputa entre nomes importantes no país. Dos octógonos de Macapá, Adson lutou em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Belém, Rio Grande do Norte e outros estados trazendo muitos títulos, entre eles de Campeão do MinotaurosFights 5, de São Paulo no qual estiveram presentes grandes nomes que despontaram no UFC e StrikeForce,  como Junior dos Santos “Cigano”  e Rafael Feijão, sendo que somente Preguiça mesmo sagrando-se vencedor não  mostrou seu talento fora do país.
Atrás de dessa oportunidade e contrariando seu apelido, Preguiça treina diariamente cinco estilos de esporte acompanhado por treinadores experientes e luta, literalmente, 24 horas para alcançar um espaço de destaque dentro e fora do país. No Amapá quando entra no octógono surpreende seus oponentes pelas táticas aperfeiçoadas nos treinamentos e agilidade nos golpes e boxe afiado. “Hoje  o MMA é respeitado em todo o planeta, aqui no Amapá   muitos empresários apostam no esporte e pessoas que antes nos viam como lutadores agressivos e sempre prontos para o embate, mudaram essa concepção”, disse Preguiça.
Para se tornar um profissional, antes de tudo é necessária a compreensão de que a disciplina é tão essencial quanto as técnicas de cada esporte. O treinador Fran Façanha, que acompanha cerca de 50 esportistas em sua academia na Zona Norte da cidade de Macapá, fala que se não tiver esse entendimento não se chega a lugar nenhum. “São várias as regras ensinadas, desde as básicas quanto as de respeito ao próximo e auto-controle. Se algum deles se envolver em alguma confusão fora da academia sofre punições, desde a advertência até a expulsão, depende do grau da violência”, explica o mestre.

Empenho, técnica, treino e determinação foram itens imprescindíveis para que Preguiça chegasse ao lugar que muitos gostariam de estar. Ele trava agora uma luta que não depende somente de seu  esforço. Recentemente assinou contrato com o Jovem Empresário Yuri Pelaes que cuida de sua carreira e esta atrás de abrir portas que sempre estiveram fechadas para o Amapá. “Vejo no Amapá a possibilidade de despontar nacionalmente como um estado rico de atletas, Adson Preguiça é a representatividade desse potencial, o MMA cresce no mundo inteiro e o Amapá quer seu espaço e tenho certeza que ele é digno de representar o nome do nosso Estado e quem sabe o Brasil” comentou Yuri.
Mix MartialArts, em português Artes Marciais Mistas, o conhecido MMA, ao contrário do que muitos imaginam, não nasceu com os atuais lutadores, estes a  aperfeiçoaram e deram o atual formato. Os gregos com seu histórico empenho para inventar e popularizar esportes foi o povo que o introduziu nos Jogos Olímpicos em 648 d.c. Da Grécia veio a inserção do vale-tudo brasileiro e de um esporte japonês chamado shootwestling. Do Brasil, a colaboração para o vale-tudo, que se aperfeiçoou até virar o MMA, veio de um dos fundadores da arte marcial brasileira, Gracie Jiu-Jitsu, que misturou modalidades diferentes de luta e criou o primeiro torneio de UFC em terras brasileiras.
No Amapá o esporte chegou ao nível de ter hoje duas competições mensais com o apoio de grandes patrocinadores, participação de lutadores de alto nível e público que lota as arenas. Esse o palco onde eles buscam seu lugar. Preguiça é o sonho materializado de centenas de amapaenses que tentam a difícil façanha de aliar vários esportes, à disciplina e prender a atenção do público e sair do octógono vencedor.


Texto: Mariléia Maciel
Fotos:Márcia do Carmo 
MaisInformações: 8116-6687/9125-6015

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