Moedas e Curiosidades – “O 11° Mandamento” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Lendo o livro “A Porta dos Leões” de Steven Pressfield, me deparei com uma curiosa citação atribuída ao primeiro chefe de governo de Israel, o judeu polonês David Ben-Gurion, que esteve no poder durante as três primeiras décadas da existência do Estado de Israel. Parece que Ben-Gurion costumava dizer: “Deus deixou um mandamento fora da Bíblia. Talvez o Todo-Poderoso tenha entregue esse mandamento a Moisés, que esqueceu de trazê-lo da montanha. E o 11° mandamento é: SEJA FORTE p.153, Ben-Gurion muito provavelmente utilizava essa estória para motivar os soldados israelense.

A criação do Estado de Israel foi oficialmente anunciada em 14 de maio de 1948, e se baseou numa resolução aprovada um ano antes na Organização das Nações Unidas (ONU), que previa a divisão do então território da Palestina em dois estados: uma árabe e um judeu. Na época, a Palestina estava sob a administração britânica e era habitada por uma maioria árabe. A resolução da ONU foi aceita pelos judeus, mas recusada pelos governantes dos países árabes vizinhos da Palestina.

As discussões diplomáticas ainda estavam quentes quando os líderes judeus se apressaram para decretar a independência de Israel em maio de 1948. Os países árabes vizinhos não reconheceram o novo país e, tem início a Guerra de Independência de Israel, a primeira de uma série de conflitos entre árabes e israelenses.

Na minha coleção tenho várias moedas comemorativas de Israel, e uma especial chamada “A Vitória” alusiva à Guerra dos Seis Dias (05 – 11/1967), com valor facial de 10 Lirot, feita em 1967 de prata 935, diâmetro de 37 mm e 26 g de peso.

A Guerra dos Seis Dias foi um conflito que envolveu Israel, Egito, Síria e Jordânia. Como vencedor Israel incorporou ao seu estado as áreas da península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, as colinas de Golã e a área oriental da cidade de Jerusalém. A anexação desses territórios acirrou os ânimos entre judeus e árabes na Palestina.

Antes da guerra Jerusalém era dividida entre árabes e israelenses, dentro da partilha realizada por determinação da ONU em 1948. Para os judeus, Jerusalém é um território indivisível e capital do Estado de Israel de direito. Porém, para todos os efeitos, a cidade de Tel Aviv é a capital de fato de Israel. A propriedade e posse de Jerusalém é um dos principais pontos do conflito na Palestina.

Em novembro de 1967, as Nações Unidas aprovaram a Resolução 242, que determinava a retirada de Israel de territórios ocupados e a resolução do problema dos refugiados. Israel não cumpriu a resolução, alegando que só negocia a desocupação dos territórios, se os estados árabes reconhecerem o Estado de Israel.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

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