Mostra do Filme Livre (MFL) inicia neste sábado (21), na Biblioteca Pública Elcy Lacerda

A Mostra do Filme Livre (MFL) teve sua primeira edição em 2002 no Rio de Janeiro e ao longo de 17 anos firmou-se como a mais relevante mostra de cinema independente brasileiro, exibindo a cada ano mais de 200 filmes nacionais em várias capitais.

Quando um evento focado na (crescente) produção alternativa, feita na maioria das vezes sem patrocínios ou uso de verbas públicas, se torna o maior de um lugar como o Brasil, toda reverberação é importante. Fruto da dedicação e esforço de muita gente, por mais de década a MFL insiste que o cinema mais amoroso que monetário é fundamental de ser feito e mostrado.

Criada há 11 anos como um desdobramento da MFL, a ação Cineclubes livres realiza parcerias com iniciativas de todo o Brasil para a distribuição de filmes selecionados na Mostra. A cada ano, novos e maiores públicos vêm sendo atingidos, em uma constante busca pelo fortalecimento do cinema independente produzido no país.

Desta forma, o FIM (Festival Imagem-Movimento), festival amapaense de audiovisual realizado desde 2004 e o mais antigo da Região Norte, igualmente comprometido em ser uma janela de exibição para o cinema alternativo brasileiro, este ano integra o circuito de exibição da ação Cineclubes Livres pela terceira vez, por meio do Clube de Cinema, cineclube mantido pelo FIM há 08 anos.

Em Macapá, a Biblioteca Pública Elcy Lacerda recebe nos dias 21 e 28 de julho as Sessões Curtas Livres e Longa Livre, ambas com entrada franca.

CURTA RIO: Sessão especial de abertura com curtas produzidos no Rio de Janeiro e exibidos em edições anteriores da MFL e do FIM.

EU QUERIA SER ARREBATADA, AMORDAÇADA E, NAS MINHAS COSTAS, TATUADA (Andy Malafaia, 16’, 2015, RJ).
Sinopse: Silvana quer fugir.

>KBELA (Yasmin Thayná, 23’, 2015, RJ).
Sinopse: Uma experiência audiovisual sobre ser mulher e tornar-se negra.

>PEDRA QUE SAMBA (Camila Agustini e Roman Lechapelier, 11’, 2015, RJ).
Ensaio sobre a roda de samba que acontece toda semana na Pedra do Sal. Um passeio pelo Circuito da Herança Africana na região do antigo porto do Rio de Janeiro. Uma voz de uma escrava evoca o passado. Construções são demolidas. A cidade não se cansa de se reinventar. Ficam as pessoas. E o samba.

SESSÃO CURTAS LIVRES: o melhor da Mostra do Filme Livre 2018.

>HISTORIOGRAFIA (Amanda Pó, 4’, 2017, SP)
Sinopse: Por quem foi escrita a História?

>TRAVESSIA (Safira Moreira, 5’, 2017, RJ)
Sinopse: Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização da representação do negro.

>CORPOSTYLEDANCEMACHINE (Ulisses Arthur, 7’, 2017, BA)
Sinopse: “Ando por mistério, vivo por mistério […] Nosso corpo é uma máquina, ou cuida ou sabe como é né?” Entre memórias da boate e relatos de resistências cotidianas, Tikal, importante personalidade do Recôncavo da Bahia, dança e afronta as normas.

>A PAZ AINDA VIRÁ NESTA VIDA (Isabella Geoffroy, Nícolas Bezerra, 6’, 2017, RJ)
Sinopse: Dois amigos, e a necessidade de fazer um filme sobre o cotidiano violento da favela aonde vivem.

>A RETIRADA PARA UM CORAÇÃO BRUTO (Marco Antônio Pereira, 15’, 2017, MG)
Sinopse: Ozório é um senhor que vive sozinho onde o Judas perdeu as botas, na zona rural de Cordisburgo-MG. Passa seus dias ouvindo rock no rádio, enquanto vive o luto da sua companheira. Até que um movimento no céu quebra sua solidão.

>TALAATAY NDER (Chantal Durpoix, 20’, 2016, BA)
Sinopse: Talaatay Nder”, significa em língua Wolof “Terça feira de Nder”, é uma homenagem poética para as mulheres de Nder, na região do Walo, Saint-Louis, Senegal. Em 1820, as Rainhas de Nder, lutaram e escolheram o suicídio coletivo para escapar à escravidão e preservar a sua liberdade e dignidade. A história de Nder continua viva e atualiza-se na modernidade.

Fonte: FIM

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