Móveis Coloniais de Acajú, um show alegrinho e saltitante, mas legalzinho

Vou confessar uma coisa pra vocês, tenho o supremo defeito de criar expectativa sobre muitas coisas, entre elas, shows.  Ontem (17), fui assistir a apresentação da banda Móveis Coloniais de Acajú na Choperia da Lagoa, casa refinada de Macapá.

Ainda lembro bem, em 2009, minha amiga Juliana Picanço me apresentou a banda. Logo depois o André Mont’Alverne rasgou elogios sobre os caras. Sim, conheci o som há pouco tempo. Tratei logo de assistir vídeos e escutar várias músicas dos brasilienses.  Legalzinho. 

Quero deixar claro que todos nós adoramos alto astral e bom humor. Porém, tudo que é demais, é demais. Eu já tinha visto na TV a Cabo e DVD, mas de perto, como ontem na Choperia da Lagoa, o show da banda deu a impressão de “Ultra Happy Band”, com direito ao abuso dos metais. SKA da melhor qualidade.  

Pensem nos Los Hermanos, sem a tristeza “dorcutuvelar” que é lhe é peculiar, afetaminados (ou empoados com talco barla) e dançando.  O resultado é: Móveis Coloniais de Acaju. Os caras pareciam cangurus que tomaram “Suco de frutas Gummy”. Um show realmente saltitante. Só faltaram efeitos visuais com as cores do arco-íris (sem nenhuma conotação homofóbica, por favor) atrás da banda.
Ah, queria ter oportunidade de dizer duas coisas aos caras: Nós não votamos contra a divisão do Pará (como eles disseram) e a música “Vai trabalhar vagabundo”, do Chico Buarque, é infinitamente melhor do que a da banda “Galinha Preta”, pois eles executaram uma canção homônima da tal banda frango de macumba.  Entretanto, o cover do Metallica foi firme!

Mas ó, apesar da apresentação efusiva, eu gostei. As letras são inteligentes, eles possuem presença de palco e carisma. Dominam o público e isso é admirável. Algo diferentão. Valeu à pena ter ido lá com a patroa. Sem falar que eventos na Choperia da Lagoa são agradáveis, talvez a melhor estrutura para grandes shows em Macapá. Meus parabéns ao Curupira Vampiro, grupo que organizou a noitada.

Elton Tavares

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