MP-AP promove minicurso e roda de conversa para provocar reflexões políticas sobre as questões que envolvem movimentos sociais

Nesta quinta-feira (12), o Ministério Público do Amapá (MP-AP) promoveu dois importantes eventos voltados aos movimentos sociais com vistas a promover conhecimento para suscitar reflexões sobre questões de gênero, feminismo, democracia participativa e justiça social. No auditório da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, pela manhã, foi realizada a “Roda de Conversa: Ativismo, corpos-aliados e feminismo”, e no turno da tarde, a conclusão do minicurso “Estudos de Gênero e Corpos-Aliados: Estado, Democracia e Feminismo”, iniciado na segunda-feira (9), ambos preparatórios para o I Encontro Estadual do MP-AP com Movimentos Sociais.

Na roda de conversa, mediada pela professora doutora Jamille Borges, do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da Universidade Federal da Bahia (Pósafro-UFBA), uma questão emergente foi a reflexão acerca da necessidade da autocrítica sobre a produção de conhecimento que faça mudanças significativas diante dos problemas enfrentados.

“Nós debatemos que precisamos mudar o foco das nossas reflexões, que permita dialogar com outros campos de produção de saberes, que nos permita trabalhar em todas as regiões. Este encontro é um aprendizado e eu saio daqui muito mais fortalecida e segura de que precisamos criar novos engajamentos. Temos que refletir sobre a questão do empoderamento, dos pensamentos racializados ou gêneros racializados para podermos ajudar a criar novos conceitos de cidadania”, ressaltou Jamille Borges.

Nos dois dias de minicurso, ministrado pelo professor doutor João Manuel de Oliveira, especialista em questão de gênero e autor de várias obras com essa temática, foram abordadas várias teorias sobre gênero, feminismo e democracia que contextualizam e reforçam a necessidade de aprofundar o debate e apresentar formas de promover a justiça social, por meio da democracia participativa e inclusiva, como garantia dos direitos da comunidade LGBT e demais segmentos historicamente à margem das decisões da sociedade.

“As democracias precisam se estender a grupos que não foram incluídos no processo democrático, como os negros, indígenas, mulheres negras, pessoas trans e uma séria de outros grupos que estão fora dessa esfera democrática”, destacou João Manuel.

A assessora técnica do MP-AP, assistente social Alzira Nogueira, falou que a intenção é estabelecer uma relação de proximidade com vista a incluí-los no processo de construção com esses grupos, para o I Encontro Estadual com os Movimentos Sociais, com intuito de construir uma agenda proativa em defesa dos direitos constitucionais e fundamentais no Amapá.

Esses eventos se inserem em um processo de mobilização e articulação de movimentos sociais promovidos pelo Ministério Público, no sentido de aproximar esses segmentos da instituição. É importante que os movimentos sociais compreendam o papel do MP-AP e possam apresentar as suas demandas e agendas políticas para que possamos contribuir no fortalecimento na defesa desses grupos sociais que historicamente estão à margem dos direitos e do acesso às oportunidades construídas socialmente”, explicou Alzira Nogueira.

SERVIÇO:

Gilvana Santos
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *