Mulheres agroextrativistas do Pará e do Amapá se reúnem em feira de produtos da sociobiodiversidade

Doces, frutas, artesanatos e biocosméticos feitos a partir da floresta Amazônica. Estes serão alguns dos produtos disponíveis na Feira da Sociobiodiversidade que será realizada no dia 22 de fevereiro, das 16h às 17h30, no Museu Sacaca, em Macapá (AP).

Aberta ao público em geral, a feira faz parte da culminância do Formar Gênero e Gestão de Empreendimentos Comunitários, formação desenvolvida pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), no âmbito do Programa Economias Comunitárias Inclusivas, do Fundo JBS pela Amazônia (FJBS), e também do projeto “Semeando a Sustentabilidade”, coordenado pelo IEB, com investimentos do FJBS e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e parceria institucional do Aliança Bioversity, da Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Bailique e Beira Amazonas (Amazonbai) e na Universidade do Estado do Amapá (UEAP).

Uma das expositoras do evento é a artesã Silmara Santos, do Projeto Estadual de Assentamento Agroextrativista (Peaex) Acangatá, no município de Portel (PA). Silmara divide seu tempo entre as tarefas domésticas, a roça e a criação de biojoias feitas com sementes que ela mesma colhe e beneficia.

“É muito importante trocarmos experiência com as demais colegas, por meio desses intercâmbios ficamos sabendo da realidade das nossas companheiras e expandimos os nossos conhecimentos. Vou levando comigo minhas biojoias com as sementes, como uma forma de mostrar que podemos sim ser sustentável e que existe forma de ganhar dinheiro sem abalar a nossa natureza”, afirma Silmara.

Da comunidade do Bacaba (AP), Deurizete Cardoso é uma das mulheres que integram a Cozinha Coletiva do Beira Amazonas, iniciativa que contribui para fortalecer as experiências solidárias de inclusão produtiva sustentável de famílias agroextrativistas com base no protagonismo das mulheres.

A agroextrativista relata que o Formar Gênero e Gestão de Empreendimentos Comunitários fortaleceu a organização interna da cozinha coletiva, fomentando diálogos sobre diferentes tipos de mercados e diálogo com instituições e organizações de apoio à comercialização: “O Formar trouxe um novo aprendizado relacionado à gestão da associação. A partir disso conseguimos nos articular localmente e nos credenciar no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), estamos em fase de contratação e cerca de 30 mulheres estão envolvidas nesse trabalho, que vai atender a cinco instituições”, comemora Deurizete.

Para a feira, Deurizete conta que as mulheres vão levar algumas das receitas disponíveis no volume 2 do livro Receitas da Culinária Agroextrativista, publicação que nasceu a partir do trabalho desenvolvido em rede entre o IEB e as Associações da Escola Família Agroecológica do Macacoari (Aefam) e de Moradores Agricultores Familiares da Comunidade de Rio Bacaba (Agrobacaba), com a parceria da Universidade Estadual do Amapá (UEAP), da Cooperativa Amazonbai e das organizações que integram o Programa Economias Comunitárias do Amapá.

Formar Gênero e Gestão de Empreendimentos Comunitários – Implementada no estado do Amapá entre os meses de agosto de 2022 a fevereiro de 2024, com carga horária total de 180 horas, a formação abordou temas como gênero; sustentabilidade; comunicação; cooperativismo; associativismo; governança territorial; práticas de manejo e conservação da biodiversidade. O último círculo formativo será realizado nos dias 21 e 22 de fevereiro, com foco no fortalecimento do empreendedorismo.

A formação foi desenvolvida pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), no âmbito do Programa Economias Comunitárias Inclusivas, do Fundo JBS pela Amazônia (FJBS), e também do projeto “Semeando a Sustentabilidade”, coordenado pelo IEB, com investimentos do FJBS e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e parceria institucional do Aliança Bioversity, da Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Bailique e Beira Amazonas (Amazonbai) e na Universidade do Estado do Amapá (UEAP).

Articulação de Mulheres Agroextrativistas Amazônidas (A-mana) – O Formar Gênero e Gestão de Empreendimentos Comunitários também envolveu 10 participantes da A-mana, grupo criado a partir do projeto Articulação em Rede, realizado pelo IEB com apoio financeiro da Porticus e da Clua. A A-mana se configura como um espaço de diálogo para os coletivos trocarem saberes, construírem novos conhecimentos e se articularem em prol de uma agenda comum para o enfrentamento dos problemas relacionados à inserção socioprodutiva nas dimensões no campo cultural, educacional e aprimoramento de sua estrutura produtiva e organizacional.

Após o encontro de culminância do Formar, mulheres e jovens que integram a A-mana seguem para um evento fechado de planejamento estratégico da articulação, que será realizado nos dias 23 e 24/02.

TEXTO E FOTOS: Juliane Frazão/Ascom IEB

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