Musicoterapia: a cura pela música

No livro O Efeito Mozart (Editora Rocco), Don Campbell, fundador do Institute of Music, Health and Education (Instituto de Música, Saúde e Educação) descreve a relação entre o cérebro e a música de maneira singular: “Existem muitos sistemas rítmicos e melódicos que mantêm o cérebro sincronizado. Quando qualquer parte do cérebro é danificada, os ritmos naturais deste corpo são perturbados e os neurônios podem ser estimulados no momento errado ou simplesmente não reagir.
Com frequência, música, movimento e imagens externas ajudam a trazer de volta ao tom a nossa “música neurológica”. Assim, a música atinge, misteriosamente, as profundezas de nosso cérebro e nosso corpo, despertando muitos sistemas inconscientes”.

Os estímulos sonoros agem no cérebro a partir da memória. O ritmo favorece o arquivamento de dados porque, além de as informações serem armazenadas como imagens, também são guardadas sob a forma de sons, principalmente quando se trata de palavras. Por isso a capacidade de memorização de quem estuda música é mais afiada.

Há duas correntes de especialistas que versam sobre a relação entre a música e o aprendizado. Alguns se mostram favoráveis a inserir a música na educação e afirmam que isso pode tornar os pequenos mais inteligentes. Outra corrente, embora concorde que esta arte é capaz de garantir vários benefícios, tanto para a saúde quanto para a capacidade intelectual, acredita que ainda não há nenhum estudo conclusivo sobre o tema. Entretanto defendem, assim como os favoráveis, que a música possibilita o desenvolvimento do senso crítico, da memória, da atenção e da criatividade, além de despertar e equilibrar as emoções.

O que é Musicoterapia?

“A Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, num processo sistematizado de forma a facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão, e organização de processos psíquicos de um ou mais indivíduos para que ele(s) recupere as suas funções, desenvolva(m) o seu potencial e adquira (m) melhor qualidade de vida.” (Federação Mundial de Musicoterapia)

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