Nasa dá dicas para fotografar a maior superlua em 70 anos

super-lua-nasa-696x418

Para os apreciadores da astronomia, a próxima segunda-feira será especial. A Lua cheia estará na sua maior aproximação com a Terra desde 1948. E quem perder o fenômeno, só terá nova oportunidade em 2034. Pensando nisso, o fotógrafo Bill Ingalls, que já rodou o mundo registrando eventos para a Nasa, dá dicas para fotógrafos amadores aproveitarem o raro momento.

A primeira dica é conseguir referências. Fotografar apenas a superlua no céu não fornece informações visuais suficientes para diferenciá-la de uma Lua cheia qualquer, apenas com o zoom mais potente. A ideia é buscar marcos em Terra, que deem a sensação de lugar.

— Certamente eu já fiz isso, mas todo mundo terá essa foto — disse Ingalls, sobre a foto apenas com a Lua. — Em vez disso, pense em como tornar a imagem criativa. Isso significa conectá-la ao algum objeto em terra.

Para isso, o fotógrafo sempre se posiciona em ângulos que o permitam capturar monumentos na capital americana, Washington. E isso requer planejamento. Ele usa aplicativos como o Google Maps para encontrar o ângulo perfeito, para a hora exata. Outra dica é visitar o local escolhido um dia antes, conseguir permissões para o telhado de prédios ou viajar para áreas remotas para fugir da poluição luminosa.

Se nenhuma dessas opções for possível, Ingalls recomenda trabalhar com o que for possível. Como exemplo, ele cita um episódio em que visitou o Parque Nacional Shenandoah, em 2009, para fotografar o cometa Lulin:

nh-billingalls_0014c_0

Bill Ingalls é fotógrafo da Nasa há mais de 25 anos – Michael Ventura / NASA

— Eu tinha apenas o equipamento básico, e vi muitas pessoas com telescópios fazendo imagens que eu nunca poderia fazer. Então, o que eu poderia fazer de diferente? — lembrou.

A solução foi posicionar as lentes entre árvores e usar a luz vermelha da máquina para pintar a floresta com longa exposição. O resultado foi tão bom que foi escolhido pela “National Geographic” como um das dez melhores imagens do espaço naquele ano. Outra dica é transformar o evento numa atividade com amigos e familiares.

— Eu acho que seria muito divertido fazer isso com as crianças, e nada mais, apenas para fazê-las testemunharem o fenômeno e aprenderem sobre o que está acontecendo — recomendou Ingalls. — Existem muitas fotos ótimas com pessoas parecendo que estão segurando a Lua com as mãos e coisas desse tipo.

Para quem for usar smartphones, o resultado pode não ser tão bom, mas isso depende de quem estiver olhando. Para Ingalls, por exemplo, que trabalha como fotógrafo da Nasa há mais de 25 anos, usar o celular pode ser frustante:

— Você não vai conseguir uma Lua gigante na sua foto, mas você pode tentar algo mais panorâmico.

De acordo com o Observatório Nacional, a aproximação máxima da Lua com a Terra vai acontecer às 9h21 pelo horário de Brasília, quando o satélite estará a 356.509 quilômetros da Terra. Mesmo assim, em qualquer momento em que a Lua aparecer no céu entre domingo e segunda-feira, ela parecerá maior que o normal.

Na próxima 2ª feira (14) o mundo vai testemunhar o fenômeno da Super Lua (ou Super Moon). O nome foi dado pelo astrólogo Richard Nolle há 30 anos e define como Lua Nova ou Lua Cheia com a Lua em sua máxima aproximação da Terra (Perigeu) ou até 90% próxima desse ponto. Mas, é a Super Lua que ocorre na Lua Cheia que é mais interessante, uma vez que podemos vê-la e mais brilhante do que de costume.

— Se o tempo estiver bom, qualquer momento entre o nascer e o por da Lua será favorável para observar nosso satélite natural tão encantador — disse Josina Nascimento, responsável pelos cálculos e edição do anuário do Observatório Nacional.

Fonte: Água Preta News

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *