Nem sempre somos brilhantes

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Em 2012, fui convidado por uma amiga para falar sobre o lance de ser editor de site. Era uma palestra ou algo parecido. Expliquei-lhe que minhas atribuições e horários não permitiriam que eu aceitasse seu convite, mas adorei. Afinal, é um reconhecimento.

1952814Logo lembrei que, há tempos, disse a uma jornalista: “nem sempre conseguimos ser brilhantes”. Acredito mesmo nisso (pior é quem nunca é). Como falar em público de uma atividade que não sei se domino bem? Como ensinar sem saber? Aliás, sou péssimo nesse papo de falar em público.

Conheço muita gente que escreve bem pra caramba. Inclusive pessoas que não são jornalistas, blogueiros, professores, advogados ou seja lá qual a área de atuação que exija (no mínimo) uma redação “marrômeno”. Aliás, sou fã dos textos de várias figuras amapaenses, como o meu amigo escritor e compositor Fernando Canto, colegas de profissão, entre outros. Eles usam o hemisfério esquerdo do cérebro e conseguem redigir as coisas de forma diferente, irreverente ou não, mas sempre inteligente.© Copyright 2010 CorbisCorporation

Voltando ao convite, como falar das minhas opiniõezinhas, meus achismos, minhas conclusões (às vezes errôneas e precipitadas) e minhas imposições, sobretudo musicais? Esse negócio é sério. Muito sério. Pois são as minhas verdades e pontos de vista.

homerNo “De Rocha” falo de coisas sérias, divulgo cultura, publico poesias, músicas, fotografias, ajudo na cena artística, entre outras paideguices. Mas, se der na telha, escrevo ou publico doidices e até coloco palavrões nos escritos. “Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos”, dizia o saudoso Millor Fernandes.
semideias
Sou fã dos blogs e sites que possuem conteúdos jornalísticos. Existem páginas com muita qualidade. Mas detesto aqueles que são meramente repetidores de textos de terceiros. Se você se propõe a ter uma página na internet, escreva!

Ser editor de um site é ter sacada, emitir opinião, dar a cara a tapas, ter responsabilidade para não difamar e jamais se achar o dono da verdade. Adoro o fato de essa página eletrônica ter caído nas graças de muitos leitores.

Replicas1Escrevo, quase sempre, de improviso, mas há períodos de entressafra das ideias em que fico sem inspiração diante do computador. São os e-mails com releases culturais ou informativos, além dos meus colaboradores, que me salvam. Quem dera fosse só querer e baixasse o espírito de Rui Barbosa e eu começasse a redigir como um gênio. Seria firmeza!

Trocando em miúdos, aqui discutimos o sexo dos anjos, falamos de coisas sérias, de jornalismo, diversão e arte. Mas também perdemos tempo com bobagens. Por que não?

universoSei que tem muita gente preparada para falar sobre blogs, jornalismo e o mundo midiático. Eu não. Acredito que é preciso humildade para assumir quando não se está preparado. Portanto, seja você blogueiro, editor, jornalista ou o “El Caralhon” de alguma coisa, pense nisso: nem sempre somos brilhantes. É isso.

*Texto por eu ter criticado um comportamento ontem, me chamaram de “estrela”. Digo-vos: não sou, mas me esforço para trampar direito, mesmo nos dias pouco favoráveis.

Elton Tavares

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