No AP, categorias protestam contra parcelamento e atraso de salários

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Por John Pacheco

Trabalhadores de três categorias do serviço público – educação, vigilantes e caixas escolares – realizam um protesto unificado na manhã desta quarta-feira (30) em frente ao Palácio do Setentrião, sede do Governo do Amapá, no Centro de Macapá.

Os servidores pedem a revogação do decreto estadual que vai parcelar em duas vezes os salários de trabalhadores efetivos do funcionalismo público. As três categorias não descartaram a possibilidade de greve. Além da revogação, eles também cobram reajuste salarial, pagamento de atrasados, melhorias nas condições de trabalho e benefícios.

Inicialmente o grupo se concentrou na Praça da Bandeira e em seguida foi para a frente do Palácio. Com carros de som, faixas e cartazes os trabalhadores cobram novas reuniões com o governo para negociar os pagamentos. A Polícia Militar (PM) fechou o perímetro em frente ao Setentrião, mas o trânsito na Avenida FAB permanece aberto.

Professores

A categoria, vinculada ao Sindicato dos Servidores Públicos em Educação (Sinsepeap), decidiu na terça-feira (29) uma paralisação de três dias. O sindicato informou que até às 11h desta quarta-feira 50% das cerca de 480 escolas da rede estadual aderiram à interrupção nas aulas.

Ainda de acordo com o Sinsepeap, a categoria vai decidir na quinta-feira (31) em assembleia a possibilidade de entrar em greve por tempo indeterminado.

O diretor de administração do Sinsepeap, Jorge Côrtes, esclareceu que a revogação do parcelamento salarial é fator determinante para impedir a paralisação dos professores.

“Pedimos também reajuste linear, saúde do trabalhador e protocolamos tudo isso. No sábado (26) fomos surpreendidos com essa notícia do parcelamento e a negativa do reajuste. Se o governo não voltar atrás e não nos pagar o valor integral a educação do Amapá vai parar. Temos mais de 50% das escolas paradas até o momento”, esclarece Côrtes.

O G1 entrou em contato com o Governo do Estado para falar sobre a reivindicação dos trabalhadores, mas não houve resposta das ligações telefônicas.

Caixas escolares e UDE

Os trabalhadores que atuam nos setores de limpeza, merenda, organização e conservação das escolas da rede estadual cobram também o pagamento de pelo menos quatro meses de salários atrasados, que não estariam sendo pagos desde novembro.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que está previsto para 10 de abril o pagamento de um mês de salários para os trabalhadores do Caixa Escolar.

Vigilantes

Representantes do Sindicato dos Vigilantes do Amapá (Sindiviap) se juntaram ao movimento pedindo pagamento regular dos vencimentos, onde trabalhadores de algumas empresas estão a cinco meses sem receber. O movimento também criticou o parcelamento de salários para os servidores efetivos, além de melhores condições de trabalho.

Tivemos um corte de 25% na vigilância estadual em dezembro, além de outro corte na prefeitura de Macapá, que demitiu os vigilantes do município. Também cruzamos os braços pelo pagamento das férias, demissão em massa, causando insegurança ao trabalhador, que levou até a morte do companheiro José Silva“, reclamou Dinassi Siqueira, diretor do Sindiviap.

Sobre o pagamento dos vigilantes, a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) informou em 21 de março, após outro protesto da categoria, que o momento de baixa econômica vivido pelo estado tem prejudicado o pagamento de parte das empresas terceirizadas.

Fonte: G1 Amapá

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