O Dia do Poeta

Hoje é o Dia do Poeta. Este peculiar autor/trovador escreve textos do gênero que compõe uma das sete artes tradicionais, a Poesia. A inspiração deste tipo de artista retrata qualquer situação e a interpretação depende da imaginação dele próprio, assim como do leitor.

 A poesia não se amarra aos aspectos literais, é livre. O poeta expressa seus sentimentos, emoções e tudo o mais que lhe inspirar a psicografar (sim, certos poemas são tão belos que parecem coisas paranormais) escritos poéticos.

Admiro os poetas, sejam cultos, que usam refinados recursos de linguagem ou ignorantes, que versam sem precisar de muita escolaridade. Eles movimentam o pensamento e tocam corações. Não é a toa que as pessoas têm sido tocadas pela poesia há séculos. E nem interessa se o escrito fala de sensatez ou loucura. Tanto faz. O que importa é a criatividade, a arte de imprimir emoções em textos ou declamações.

Não tenho o nobre dom, sou platéia. Mas apesar de não existir poesia em mim, uso a tal “licença poética”, para discorrer sobre meus devaneios e pontos de vista. 

                          
Hoje, minhas homenagens são para os poetas que são meus amigos. Fernando Canto, para mim o maior do Amapá no gênero. Ele poetiza peculiaridades do Amapá.

Meus colaboradores, Bianca Andrade, que ironiza situações por meio de sua poesia. Juçara Menezes, que poetizou experiências da adolescência e o jovem Weverton Reis, que começou a “poetar”, como ele mesmo afirma, somente este ano. Também gosto dos poemas marginais do Graciliano Galdino, dos versos do Edy Wilson e da potência poética da Camila Karina, todos eles poetas de seus cotidianos.

Também saúdo todos os movimentos que fazem Poesia no Amapá, realizando encontros em praças, bares e casas particulares, enfim, saraus para todos os gostos. Portanto, meus parabéns aos poetas, artistas que inventivos que fascinam o público que aprecia a nobre arte. Principalmente, os meus poetas. Já citados neste texto. 


O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
 Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem

Não as duas que ele teve
Mas só as que ele não têm
 E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão
Esse comboio de corda
 Que se chama coração
  
Fernando Pessoa
Desejo a todos uma ótima noite de sábado e um domingo feliz.

Elton Tavares

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