O interminável pinga-pinga de um soro…


Desde anteontem (27), passo por um processo de infecção intestinal. Sim, dores estomacais, mal-estar causado por uma cólica e derrame rabial. É amigos, a gente brinca com a saúde a toda hora, mas quando ela falta, o bicho pega e como pega!

Ontem (28), fui a Unimed consultar-me. O médico ordenou um hemograma e uma hidratação. A enfermeira, com a habilidade de mágico, colheu meu sangue e injetou o soro logo em seguida.

Foram quatro longas horas de pinga-pinga.Enquanto o soro pingava, eu pensava: como somos frágeis. Na segunda-feira (26), eu tava bem, até tomei umas cervas com meu irmão. E agora estou fraco, tomando, ao invés de cervejas, antibióticos. É, como somos fracotes.

Enquanto o soro pingava, que é uma espera inglória, fiquei invocadaço e blasfemei algumas vezes em pensamento. Mas aí, observei pessoas em pior estado de saúde que eu, todas serenas com suas mazelas sem perder a dignidade em nenhum momento. Não sei como aguentam.

Neste momento, segurei minha onda e fragilidade emocional. Recebi visitas da minha mãe e de minha namorada, conversei com companheiros de poltrona (sim, todos os leitos estavam ocupados), fiz ligações e brinquei com os enfermeiros. Tudo isso, enquanto o diabo do soro pingava e nunca acabava.

Elton Tavares
  • Me diz uma coisa… Tomaste Cerpa? Porque quando eu bebia, há 12 anos, a Cerpa me deixava igual a um pato. Égua, moleque, tu é doido da cerveja que me destruía o intestino! rsrsrsrs…
    Pô, mermão… mas deixando a brincadeira de lado, foi boa a reflexão sofre nossa fragilidade, e como reclamamos de tão pouco perto de tantos sofrimentos maiores ao nosso redor. Desejo uma boa recuperação.
    Forte abraço… Ôpa! Nem tanto, né? Podes “vazar” rsrsrs… (desculpa, não consegui me segurar).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *