O jornalismo ficção da “A Casseta”

Um jornal local publicou uma “reportagem”, no último domingo (6), detonando o Portal da Transparência do Governo do Amapá. A palhaçada logo foi desmistificada pelo  texto do colega jornalista e assessor de comunicação do GEA , Junior Nery, com o título “Portal da Transparência do GEA oferece completa acessibilidade ao usuário” (disponível na íntegra no endereço : http://www.agenciaamapa.com.br/noticia/26821/) os esclarecimentos dão até uma certa vergonha alheia do impresso em questão. Leiam:
“A “reportagem” passa ao leitor informações mal apuradas e irresponsáveis, ao expor que no Portal, o cidadão “… não vai encontrar, por exemplo, os números da prestação de contas da 48ª Expofeira realizada recentemente, sob a coordenação da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap)” e afirma, equivocadamente, que é impossível obter dados básicos relativos à última Expofeira, como custo global, licitações e valores empenhados ou pagos aos prestadores de serviço.
O Prodap garante que todas essas informações sobre a Expofeira deste ano sempre estiveram, mesmo antes de iniciar o evento (no dia 21 de outubro), no site oficial do GEA e no da 48ª Expofeira. Inclusive, ressalta Diniz, “podem ser obtidas também no site http://www.transparencia.ap.gov.br/, de produção anônima e independente, cujas informações são exportadas do próprio Portal da Transparência do GEA”.
O Instituto Ethos informou à Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), por telefone, que a instituição é apenas co-realizadora da pesquisa e que a mesma é comandada por pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp). Disse ainda que o resultado do estudo não chegou a ser divulgado na mídia. No entanto, o conteúdo esteve disponível, no ano passado, logo após fechado os resultados da pesquisa, no site da própria instituição.
O Instituto Ethos não confirmou quando será realizada nova pesquisa que irá avaliar os “Portais de Transparência” das Unidades Federativas do Brasil e do Distrito Federal. E afirmou que não houve pedido de jornais amapaenses interessados em apurar o assunto com a instituição, recentemente”.
Meu comentário:
Apesar de respeitar alguns colegas do tal jornal, essa prática é só mais um capítulo do “Jornalismo Ficção”. Prática essa que tenta manobrar os desavisados com mentiras deslavadas, sem nenhum respeito aos fatos e as técnicas que permitam tornar as matérias atraentes sem apelar para a irrealidade. 
A prática é corriqueira, a reles construção de factóides e ataques difamadores,  contrária aos princípios jornalísticos. Só sinto muito pelos jornalistas com história e credibilidade que ali trabalham.
Apesar de ser jornalista, alguns colegas fazem a citação do saudoso Raul Seixas ser atual: “Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz”. Eu ri!
Elton Tavares
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Commentários
  1. Graciliano Galdino A. dos Santos
  2. Júnior Nery
  3. Thiago Pauxis
  4. Neide de Alguquerque

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