O triste fim do estigma do “Velho Sábio” – Crônica de Marcelo Guido

Crônica de Marcelo Guido

Escutamos a vida toda que cabelos brancos e rugas são sinônimos de experiência, conhecimento e benevolência, o tempo é o melhor professor. As experiências já vividas e dão o crédito necessário para que o velho se torne sábio, sim cabelos brancos outrora já foram o sinal de mais puro respeito.

Não devemos deixar para trás todos os ensinamentos adquiridos por palavras que são passadas por aqueles mais velhos e antes de tudo que devemos a partir de agora não dar  mais atenção ou respeito, eles merecem e muito.

Mas os tempos negros que vivemos, tem dado uma certa nova forma para o que estou dizendo, a nova era da falta de informação, preconceito fazem que os nossos bons velhinhos se tornem soldados, manipulados pela falta de informação e caráter de quem com certeza esta ganhando um verdadeiro “rio de dinheiro” espalhando mentiras e criando um verdadeiro rebanho ( relação com gado, não é coincidência) de velhos rebugentos, desenformados e desculpem a franqueza: Burros.

Putz, quantas vezes já tive que conversar e explicar para pessoas mais velhas e queridas que Joe Biden não é comunista ou que nunca vivemos sob um regime comunista, que nenhum universitário sai da faculdade querendo montar uma comuna ou coisa parecida.

Que não teve aula de “fumar maconha” nas universidades federais ou que teve ditadura militar sim no Brasil, e que seria um atraso que esses tempos voltassem, que não existe um plano internacional que prega a anexação do Brasil pela Venezuela ou que a esquerda brasileira vai legalizar a pedofilia.

Sendo pior, dizer que Michele Obama não é travesti (e se fosse, seria problema dela e do marido), ou que não o Ministro Barroso não esta envolvido nos ataques do João de Deus a mulheres que procuravam a casa Dom Inácio em Goiás.

Pior, que a vacina não vai colar um shipp chinês dentro da gente ou explicar que o imunizante não vai te impedir de pegar a doença, mas sim abrandar os sintomas no caso de uma infecção, que não existe nenhum tratamento que retire “todas as vacinas do corpo que tu já tomou na vida”, e que nenhuma vacina ofertada pelo governo vai mudar teu DNA e que a pandemia não se combate com remédio pra verme, vitamina C e mato.

Que armar a população só aumentaria os crimes de morte violenta, e que pena de morte não resolveu problema da violência em nenhum lugar do mundo, que Marcelo Freixo não mandou matar Marielle e Anderson, muito menos Lula fora mandante do assassinato de Celso Daniel.

Que o casamento gay existe, que o Bolsonaro não apresentou “cartilha de doutrinação para crianças” no Jornal Nacional, que famigerada “Mamadeira de Piroca” só pode ter saído de uma mente doentia.

Que um tal Zé Trovão não vai caminhar de São Paulo a Brasília e tomar o poder, em estado de sítio fictício. Vixe dentre muitas outras sandices que chegam através da internet nos celulares e computadores dessa tão amada turma.

E não adianta desmentir, mostrar provas, procurar junto, porque esqueci de mencionar “a Globo mente”, “UOL mente”.

Fora como as referencias as pessoas que ainda são contraponto Alexandre de Morais é o “Cabeça de Piroca”, Randolfe Rodrigues “a Bicha”.

O “Mito”, não este é visto como um incorruptível um verdadeiro “Messias”, que pode abrir a boca e justificar não ser coveiro no meio de pandemia onde mais de 500 mil pessoas já morreram, ou pode desfilar de moto zombando da situação do país, onde já se vende ossada de boi e pele de frango nos supermercados.

Ainda tem o velho canalha, que tem acesso privilegiado à informação e ainda prefere estar do lado escuso, disseminado o ódio, a ignorância e o mal- caratismo.

Eu em uma batalha solitária continuarei dizendo que não, na China os fetos abortados não são vendidos e consumidos pela população nos mercados, que Dom e Bruno não estavam explodindo maquinários e muito menos armando índios para iniciar uma espécie de FARC na Amazônia, que Marielle não tinha que se calar e ganhar o dinheiro dela para estar viva.

Continuarei sendo chamado de “Petista”, “Comunista do Cão” e outros adjetivos não tão bonitos que são impublicáveis.

Eu nunca vou perdoar esta turma por ter feito isso com os velhos, nunca.

Ah, já escutei que tive uma “Educação Marxista”, isso sim fez falta no Brasil.

Ainda bem que falta pouco.

*Marcelo Guido é Jornalista, pai da Lanna e do Bento e maridão da Bia.

  • Excelente. Ainda é tempo dos cabeças brancas mudarem.
    Só não muda de opinião quem é muito burro, mesmo.

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