Os 73 anos de Chico Buarque: aniversário do maior artista brasileiro vivo (meus parabéns ao poeta)

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Sou fã de muitos músicos e compositores, brasileiros e gringos. Mas o maior é Chico Buarque, principal ícone da Música Popular Brasileira (MPB). O cara é cantor, compositor, escritor e dramaturgo. Hoje o grande expoente da musicalidade nacional completa 73 anos de vida. E que vida!

Francisco Buachico_buarque_pg2rque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira.

Em 1969, no auge dos “anos de chumbo” da Ditadura Militar no Brasil, se ebb013d72e76477323bbfec5ab07ddde0xilou na Itália (ITA) e tornou-se, ao voltar para o Brasil, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004, além de ser torcedor confesso do Fluminense Football Clube (ninguém é perfeito).

Apesar de somente 40 anos vividos, Chico Buarque faz parte da minha história. Graças ao bom gosto musical da minha família paterna, cresci ouvindo a obra do gênio da MPB, para mim, ele é o verdadeiro Rei da Música Brasileira, muuuuito maior que o Roberto. Para mim, claro.

Adoro Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Caetano, Gilberto Gil, Raul Seixas, Renato Russo e Cazuza. Também sou apaixonado pela obra de Bowie, Jagger, Curtis, Vox, Morrissey, entre outros gringos sensacionais, mas quem me conhece sabe: meu poeta soberano é Chico Buarque.

Quando o escuto, quase todos os dias, sinto saudade do tempo que ia todo sábado para casa da minha avó, tomar cervejas com meu falecido pai e meus tios. Nostálgico!

Chico Buarque musicou tudo que sentia, até pediu ao inventor da tristeza para ter a fineza de desinventar. Ele cantou a política, o carnaval, o amor e a boemia como poucos. E com a maestria do grande sambista. Ironizou os dramas e dramatizou o cotidiano. Pena que “aquela tal malandragem não existe mais”.

Completos idiotas o julgaram e o condenaram por sua opção política atual. Mesmo que fosse um cidadão comum, seria babaquice. Em relação ao velho Chico, é blasfêmia. Ele é bom de escutar até nos dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.tumblr_mfjg4rlavj1rcpa3go1_500

Muitos livros foram escritos sobre Chico Buarque. Li alguns deles. Sua obra é tão importante para a música brasileira que é difícil contabilizar o quanto ele foi e é fundamental para a nossa história. Vem aí um filme sobre o compositor, que certamente assistirei. Enfim, toda homenagem ao cara é pouco diante da sua magnitude.

Que o mais nobre dos Buarques viva mais 72 anos com essa magia que aquece nossos corações, aflora sentimentos bons, acorda o boêmio dentro de cada um de nós e alegra nossas vidas com a fantástica arte sonora.download (1)

Chico Buarque já me emocionou muitas vezes em mesas de bar, reuniões familiares e até em momentos de total solidão reflexiva. Ele é realmente PHoda! Ainda bem mesmo com mais de sete décadas, ele ainda nos brinda com sua genialidade. Ao velho Chico, minha total admiração, agradecimento e homenagens.

Saúde e longevidade ao malandro poeta, escritor, filósofo, palhaço, pirata, corisco, errante judeu, compositor, político, moleque, molambo, gênio e louco varrido.

Meus parabéns ao grande Chico Buarque!

Elton Tavares

*Ídolo da nova geração da MPB, Criolo fez uma versão de Cálice, do velho Chico Buarque, que me representa como fã do grnde artista. Assista:


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