Os 76 anos de Chico Buarque: aniversário do gênio, maior poeta da música brasileira (meus parabéns!) #ChicoBuarque76

 

Foto: Jairo Goldflus

Sou fã de muitos músicos e compositores, brasileiros e gringos. Mas o maior é Chico Buarque, principal ícone da Música Popular Brasileira (MPB). O cara é cantor, compositor, escritor e dramaturgo. Hoje, o grande expoente da musicalidade nacional completa 76 anos de vida. E que vida!

Foto/arte encontrada no site Glamurama

Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção ‘A Banda’, o Festival de Música Popular Brasileira.

Em 1969, no auge dos “anos de chumbo” da Ditadura Militar no Brasil, se exilou na Itália (ITA) e tornou-se, ao voltar para o Brasil, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro ‘Budapeste’, lançado em 2004, além de ser torcedor confesso do Fluminense Football Clube (ninguém é perfeito).

Apesar de somente 43 anos vividos (quase 44), Chico Buarque faz parte da minha história. Graças ao bom gosto musical da minha família paterna, cresci ouvindo a obra do gênio da MPB e, para mim, ele é o verdadeiro Rei da Música Brasileira, muuuuito maior que o Roberto. Para mim, claro.

Adoro Belchior, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas, Renato Russo e Cazuza. Também sou apaixonado pela obra de Bowie, Jagger, Curtis, Vox, Morrissey, entre outros gringos sensacionais, mas quem me conhece sabe: meu poeta soberano é Chico Buarque.

Quando o escuto, e faço isso quase todos os dias, sinto saudades do tempo em que ia todo sábado para casa da minha avó, tomar cervejas com meu falecido pai e meus tios. Nostálgico!

Foto: Giuseppe Bizzarri/Folhapress

Chico Buarque musicou tudo que sentia, até pediu ao inventor da tristeza para ter a fineza de desinventar. Ele cantou a política, o carnaval, o amor e a boemia como poucos. E com a maestria do grande sambista. Ironizou os dramas e dramatizou o cotidiano. Pena que “aquela tal malandragem não existe mais”.

Completos idiotas o julgaram, com a pequenez peculiar nestes tempo do “Brasil do cidadão de bem”, o condenaram por sua opção política atual (imbecis esses liderados pelo presidente mais burro da história do Brasil. Isso pra dizer o mínimo, afinal, este é um texto de felicitações).

Mesmo que fosse um cidadão comum, seria babaquice. Em relação ao velho Chico, é blasfêmia. Ele é bom de escutar até nos dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.

CANTOR E COMPOSITOR CHICO BUARQUE. (FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL)

Muitos livros foram escritos sobre Chico Buarque. Li alguns deles. Sua obra é tão importante para a música brasileira que é difícil contabilizar o quanto ele foi e é fundamental para a nossa história. Vem aí um filme sobre o compositor, que certamente assistirei. Enfim, toda homenagem ao cara é pouco diante da sua magnitude.

Foto encontrada no site História da Cultura Brasileira

Que o mais nobre dos Buarques viva mais 76 anos, com essa magia que aquece nossos corações, aflora sentimentos bons, acorda o boêmio dentro de cada um de nós e alegra nossas vidas com a fantástica arte sonora.

Chico Buarque já me emocionou muitas vezes em mesas de bar, reuniões familiares e até em momentos de total solidão reflexiva. Ele é realmente PHoda! Ainda bem mesmo que, com mais de sete décadas, ele ainda nos brinda com sua genialidade. Ao velho Chico, minha total admiração, agradecimento e homenagens.

Saúde e longevidade ao malandro poeta, escritor, filósofo, palhaço, pirata, corisco, errante judeu, compositor, político, moleque, molambo, gênio e louco varrido.

Portanto, aos que ainda não manjam a obra deste gênio da música, vos digo: ‘buarquen-se’. Meus parabéns ao grande Chico Buarque!

Elton Tavares

*Ídolo da nova geração da MPB, Criolo fez uma versão de Cálice, do velho Chico Buarque, que me representa como fã do grande artista. Assista:

Amou daquele vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido” – Chico Buarque,  in Construção.

Vídeo de quando Chico completou 70 anos: 

Prêmio Camões para Chico Buarque: 

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