Os 80 anos de Chico Buarque: aniversário do gênio e maior poeta da música brasileira (meus parabéns!) #ChicoBuarque80

Foto/arte encontrada no site Glamurama

Sou fã de muitos músicos e compositores, brasileiros e gringos. Mas o maior é Chico Buarque, principal ícone da Música Popular Brasileira (MPB). O cara é cantor, compositor, escritor e dramaturgo. Hoje, o grande expoente da musicalidade nacional completa 80 anos de vida. E que vida!

Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção ‘A Banda’, o Festival de Música Popular Brasileira.

Foto: Jairo Goldflus

Em 1969, no auge dos “anos de chumbo” da Ditadura Militar no Brasil, se exilou na Itália (ITA) e tornou-se, ao voltar para o Brasil, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro ‘Budapeste’, lançado em 2004, além de ser torcedor confesso do Fluminense Football Clube (ninguém é perfeito).

Apesar de somente 47 anos vividos (quase 48), Chico Buarque faz parte da minha história. Graças ao bom gosto musical da minha família paterna, cresci ouvindo a obra do gênio da MPB e, para mim, ele é o verdadeiro Rei da Música Brasileira, muuuuito maior que o Roberto. Para mim, claro.

© Reprodução / Facebook / Chico Buarque (oficial)

Adoro Belchior, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas, Renato Russo e Cazuza. Também sou apaixonado pela obra de Bowie, Jagger, Curtis, Vox, Morrissey, entre outros gringos sensacionais, mas quem me conhece sabe: meu poeta soberano é Chico Buarque.

Quando o escuto, e faço isso quase todos os dias, sinto saudades do tempo em que ia todo sábado para casa da minha avó, tomar cervejas com meu falecido pai e meus tios. Nostálgico!

Chico Buarque musicou tudo que sentia, até pediu ao inventor da tristeza para ter a fineza de desinventar. Ele cantou a política, o carnaval, o amor e a boemia como poucos. E com a maestria do grande sambista. Ironizou os dramas e dramatizou o cotidiano. Pena que “aquela tal malandragem não existe mais”.

Completos idiotas o julgaram, com a pequenez peculiar nos tempo do “Brasil do cidadão de bem”, o condenaram por sua opção política (imbecis esses liderados pelo ex presidente mais burro da história do Brasil. Isso pra dizer o mínimo, afinal, este é um texto de felicitações).

Mesmo que fosse um cidadão comum, seria babaquice. Em relação ao velho Chico, é blasfêmia. Ele é bom de escutar até nos dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.

Muitos livros foram escritos sobre Chico Buarque. Li alguns deles. Sua obra é tão importante para a música brasileira que é difícil contabilizar o quanto ele foi e é fundamental para a nossa história. Vem aí um filme sobre o compositor, que certamente assistirei. Enfim, toda homenagem ao cara é pouco diante da sua magnitude.

Chico Buarque (FOTO: Daryan Dornelles)

Que o mais nobre dos Buarques viva mais 80 anos, com essa magia que aquece nossos corações, aflora sentimentos bons, acorda o boêmio dentro de cada um de nós e alegra nossas vidas com a fantástica arte sonora.

Chico Buarque já me emocionou muitas vezes em mesas de bar, reuniões familiares e até em momentos de total solidão reflexiva. Ele é realmente PHoda! Ainda bem mesmo que, com oito décadas, ele ainda nos brinda com sua genialidade. Ao velho Chico, minha total admiração, agradecimento e homenagens.

A arte/homenagem de Ronaldo Rony

Saúde e longevidade ao malandro poeta, escritor, filósofo, palhaço, pirata, corisco, errante judeu, compositor, político, moleque, molambo, gênio e louco varrido.

Portanto, aos que ainda não manjam a obra deste gênio da música, vos digo: ‘buarquem-se’. Meus parabéns ao grande Chico Buarque!

Elton Tavares

Íntegra do discurso de Chico Buarque ao receber o Prêmio Camões – Sensacional!! (assista): 

Amou daquele vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido”Chico Buarque, in Construção.

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