Parlamento amapaense abre as portas para homenagem ao Dia do Estudante

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Por solicitação do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Pedro DaLua, e das deputadas Edna Auzier Roseli Matos, a Alap realiza sessão solene para homenagear o Dia do Estudante, nesta quinta-feira, 9h. Na ocasião será relançado o selo comemorativo da Comenda Celso Saleh, lançado no ano passado pelos Correios e feitas homenagens a personalidades que se destacaram no segmento estudantil e em prol de políticas para a juventude. A arte que ilustra o selo dos Correios é do artista plástico Honorato Jr.

É a segunda vez na história que o parlamento amapaense realiza uma sessão solene para destacar o legado do movimento estudantil. A proposta da homenagem é de autoria do deputado Pedro da Lua, autor do projeto que criou a Resolução que instituiu a Comenda Celso Saleh. “Todos sabem da minha história de militância no movimento estudantil. Foi de lá que reuni força e experiência para abraçar o desafio de vir ao parlamento. E no movimento estudantil, tive grandes mestres. Muitos dos que serão homenageados nesse dia”, relembrou Da Lua.

Biografia

De acordo com o deputado Pedro DaLua, a escolha do nome não poderia ser mais apropriada. Celso Saleh nasceu em 28 de maio de 1930 e faleceu dois dias depois de completar 73 anos, em maio de 2003. Casado com a amapaense Ilka Maria Barriga Saléh, teve dois filhos: Lucíola Munhoz Saléh, hoje com 53 (que é amapaense) e Celso Saléh Júnior, de 46 (brasiliense). Nascido carioca, tornou-se amapaense ao se apaixonar pelo Estado, quando chegou como Agente de Estatística do IBGE em 1957. Foi representante da Fundação Nacional do Material Escolar, órgão ligado ao MEC, em Macapá a partir de 1958. Fez o curso Técnico de Contabilidade em Macapá. Foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Em 1962 foi escolhido prefeito do município do Amapá, pelo então governador, Terêncio Furtado Porto, tomando posse em janeiro de 1963.

Sempre atuou de forma esquerdista, o que lhe custou muitas prisões e processos. Após a anistia teve uma brilhante carreira no Senado Federal onde chefiou o gabinete de vários presidentes e senadores, como Mário Martins, Petrônio Portella, Luiz Vianna, Paulo Torres e Humberto Lucena. Amante do Amapá se candidatou a uma cadeira pelo Estado em 1990. Apesar da não eleição, sua casa em Brasília, sempre amparou diversos amapaenses quando necessitavam de abrigo na capital federal. Atendia os conterrâneos e os amparava em tratamentos e cirurgias. Era uma verdadeira “Embaixada do Amapá” como diziam. Foi um deputado sem mandato, mas que fez pelo Estado por puro amor.

Assembleia Legislativa
Gabinete do Deputado Pedro DaLua
Assessoria de Comunicação Social

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