Pesquisadora, estudante e guarda-parque recebem Voto de Louvor por ações de conservação ambiental


A Embrapa Amapá sediou, na segunda-feira, 26/6, a cerimônia de entrega do Voto de Louvor a três mulheres que lideram práticas voltadas para a conservação ambiental. A homenagem foi outorgada pela Câmara de Vereadores de Macapá, por iniciativa do vereador Professor Rodrigo (Rede). Foram condecoradas a pesquisadora engenheira florestal Ana Margarida Castro Euler, da Embrapa, pelo trabalho desenvolvido com foco no manejo comunitário de produtos da sociobiodiversidade visando influenciar políticas públicas; a estudante de ensino médio Aira Beatriz Cardoso de Souza, autora do projeto Lixeira Sustentável, implementado na Escola Estadual Santa Maria, bairro do Cabralzinho, e a guarda-parque Sidiane do Nascimento Silva, presidente da organização não-governamental “Crianças que Brilham”, que trabalha com educação ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) da Fazendinha.

O chefe-geral da Embrapa Amapá, Jorge Yared, ao abrir o evento parabenizou o vereador Professor Rodrigo pela iniciativa de homenagear pessoas que se destacam em diferentes áreas de atuação, colaborando com práticas educacionais e de conscientização sobre a importância da sustentabilidade e meio ambiente. O parlamentar agradeceu a acolhida e ressaltou que seu mandato é pautado nas questões relacionadas a educação e meio ambiente. “Nossa agenda programática é voltada para estas vertentes. Acreditamos em políticas públicas que possam estimular valores e costumes que se concretizam em alternativas para nosso estado e com alcance para a comunidade global”, afirmou o vereador. O fato de serem três mulheres foi também destacado pelo parlamentar. “Isso é motivo maior ainda de satisfação, precisamos dar esse valor e significância da mulher no contexto social. São três histórias da vida muito interessantes, que trazem o reflexo daquilo que queremos para nossa sociedade”. Ele acrescentou que o Voto de Louvor tem o objetivo de reconhecer a importância e o papel delas, que se dedicam não somente pelo dever da atuação profissional ou acadêmica, mas com algo a mais pelo bem coletivo.

A estudante Aira Souza agradeceu em nome de todas as pessoas e instituições que atuam por um presente e um futuro mais sustentável por meio da educação ambiental. “Isso aqui representa a bandeira da iniciação científica, uma vez que os jovens hoje, principalmente no ensino médio, são desestimulados a não fazerem pesquisa. A pesquisa no ensino médio incentiva o jovem a ter um olhar de criticidade em relação aos problemas ambientais no mundo que a gente vive“. Ela criou o Projeto Lixeira Sustentável em 2015. Consiste no reaproveitamento de tubos de papelão e lonas de PVC, entre outros resíduos gráficos, como uma alternativa de produzir lixeiras. Em 2016 o projeto foi premiado em 1º lugar pela Universidade de São Paulo (USP) e implementado na Escola Estadual Santa Maria. “Até hoje o projeto funciona. Temos excelentes resultados com os alunos. Muitos despertaram para a educação ambiental e estenderam a ação para suas casas. Outros despertaram para a iniciação cientifica”.

Do inconformismo da guarda-parque Sidiane Silva nasceu um projeto de educação ambiental focado nas crianças residentes na APA da Fazendinha, que também é o ambiente onde ela nasceu, trabalha e vive com o marido e os filhos. “Eu não poderia ver as crianças na comunidade correndo risco sociais e ser omissa, aí decidi criar a ONG Crianças que Brilham e elas brilham de verdade”, relembrou Sidiane, que criou a entidade em 2006 junto com Nerivan Silva, seu parceiro de vida e de engajamento nas causas ambientais. “Quero agradecer às pesquisadoras Ana Euler e Ana Claudia Lira (Embrapa) que me incentivaram muito. Estou feliz, este Voto de Louvor é uma conquista do conjunto da APA da Fazendinha, e de certa forma da Embrapa também porque está conosco, nos apoiando”, acrescentou a guarda-parque.

A pesquisadora Ana Euler destacou o ambiente de trabalho na Embrapa, incluindo as equipes técnicas e de apoio, que proporcionam condições favoráveis para o alcance de resultados. “Sou felizarda de ter vindo para o Amapá e ter encontrado esta família que é a Embrapa. Agradeço a cada um, estou orgulhosa por dividir essa homenagem com estas mulheres maravilhosas”, afirmou a pesquisadora, se disponibilizando a identificar temas de atuação conjunta com a estudante e a guarda-parque. “Quero conhecer melhor o projeto da lixeira sustentável. Com a Sidianne vemos que produtos da biodiversidade nos uniram, pela questão da extração e beneficiamento dos óleos de andiroba e de pracaxi coletados na APA da Fazendinha, assim como o assunto da gestão dos recursos hídricos. Espero que a gente una esse trio a fim de mobilizarmos mais pessoas. Não são as dificuldades que vão nos fazer desistir, uma das características em comum é que não desistimos fácil”. Entre as ações lideradas pela pesquisadora está o “Projeto Semear: Produção de Sementes Florestais e Crioulas em Comunidades Tradicionais do Bailique”, financiado pela Embrapa e Ministério do Meio Ambiente (MMA). O projeto foi articulado no contexto das discussões entre os próprios moradores das comunidades do arquipélago do Bailique e instituições governamentais e ONGs. Consiste principalmente em viabilizar soluções tecnológicas para a comunidade empreender com o uso sustentável dos recursos naturais, através do viveiro de mudas e sementes florestais instalado na comunidade Arraiol do Bailique.

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Macapá/AP

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