Poema de agora: A MENINA SEM ROSTO – Marven Junius Franklin

A MENINA SEM ROSTO

A primeira menina
que me afeiçoei
não tinha rosto
e nem poesia no olhar

Suas mãos longas
esboçavam versos tristes
e doces

(como maçãs doces de sua
infância triste)

em seguida veio o dia feio
e Isabel não quis mais ver o alvorecer

De manhã: flores de tamarindo no chão

Depois de alguns dias
eu entendi o que era a morte

Marven Junius Franklin.

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