Poema de agora: ANFITEATRO DE SOMBRAS (Marven Junius Franklin)

CANDIDO PORTINARI, Retirantes (Retirantes), 1944 Óleo s/ tela 190 x 180 cm. Col. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand São Paulo, Brasil

ANFITEATRO DE SOMBRAS

Sobre a cabeça
Mégatonnes de incertezas [vozes crepusculares que jazem em
Meu jardim de girassóis petrificados]
Urros equidistantes
A fazer assombradas as esquinas
Desalumiadas de Oiapoque
Punhais de injustiça dilacerando
A carne puída do aldeão [cantos de guerra
Que se ouve em aldeias equidistantes]
Ah, marasmos e luas mortas
Valas comuns de incertezas [sorrisos amarelados de saltimbancos tristonhos]
Oh, maldita sensação de morte
Essa que amanhece comigo
Quando os primeiros raios de sol
Adentram sem cerimônia meu anfiteatro de sombras!

Marven Junius Franklin.

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