Poema de agora: Desamarrando balões…Sujos de lua – Luiz Jorge Ferreira

Desamarrando balões…Sujos de lua

Diga-me como é dormir com meus sonhos, após acha-los espalhados no jardim,
solitários e tristes, com seus nãos e seus sins…
Enquanto os dias passam pelo vão da janela para nunca mais voltar
Eu estalo os dedos em um barulho sintonizado com o silencio que as vezes fica mais em silêncio , deve ser quando eu começo a puxar meu coração para fora do peito e o barulho dos seus tictacs interrompe toda a magia e as lembranças entram para se verem e o esquecimento que dependuro do avesso entre emoções gastas e novos desejos mal desenhados, são os que mais se espalham…flutuam até o infinito.

É quando eu percebo a vida escancarando a janela e as noites seguidas por ela, vêm e me abraçam…
Ando em busca de me encontrar, mas fujo sempre desse encontro, o difícil é o rastro de pensamentos que eu penso encontrar e não consigo, eles …vestidos em suas roupas antigas, e soltando a sola dos sapatos gastos de multiplicar tantos passos dados em vão…são vítimas da minha história…
Cujo enredo não criei, cujo o The End ignoro…
…e o pôr do sol eternizado, se sabe não diz.

Luiz Jorge Ferreira

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