Poema de agora: Eterno Retorno – Jaci Rocha

Eterno Retorno

Desde que acordei
Já deixei pra trás tanta coisa!
Meu sonho esquecido da noite anterior,
A beleza da lua passada,
E até um belo par de asas…

É que o tempo cria demônios
Redemoinhos e tufões
E leva embora tudo que somos – efemeridade
Para trazer, com o mover do mundo,
Novas partículas de segundo.

Por isso, adeus, adeus!
Mas é sempre até breve…
Pois na curva do arco-íris
O amor (mágica infinita)
Em si, repete.

O vento que fez a curva,
Girou a roda do universo
voltou no dobrar da esquina,
arejou certezas,
e hoje dança com as cortinas…

Jaci Rocha

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    Da noite veloz o sobejo do bronze entre os lençóis
    A lua de mármore que cintilava madrepérola
    O caminho de mãos na beleza táctil do escuro.
    O tempo reino denso, pelúcia da matéria escura.
    Luz comprimida, monadas sefiroticas de atributos divinos.
    Os quatro signos que quedam nas faces rochosas da grande pirâmide!
    Seu corpo constelação zodiacal. O sol e a lua!
    Sua voz um cicio docemente sorrindo.
    As cores do prima, de um espelho se abrindo…
    Arco-íris entre nuvens. Nuvens toscas onde me procuro .
    Agrimensor de versos, barco pequeno a deriva.
    Num turbilhão de enganos.

    Parabéns lindos seus poemas estou amando ler-te!

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