Poema de agora: FÊNIX – Pat Andrade

FÊNIX

sou fênix
em cada amanhecer
uso restos de cinzas
para pichar poemas
num muro imaginário
transformo em tinta
a fuligem que adeja no ar
apago as falsas cores
do pseudo-mundo
esfrego minhas verdades
na cara de quem
apenas me suporta
e continuo a arder
pelas madrugadas

Pat Andrade

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *