Poema de agora: Fluir – Jaci Rocha

Fluir

Caem máscaras
Cai a água da cachoeira para se juntar ao rio
(Que é sempre doce, sempre será…)

Cai a folha do Ipê no chão
A pétala rósea cai também
Pois a primavera eterna é sempre uma ilusão…

Borboletas amarelas chegam atrasadas
era Setembro – pra lembrar que o amor muda e evolui
E enfeitam o jardim desse quase começo de Dezembro
Pois o tempo também gosta de se enfeitar…

(E nisso, a vida flui)

E aquela flor que murchou
Parece renascer
Pois o maior dom da vida
é sarar…reviver!

Parece que de amor carecemos,
como quem carece de respirar
Parece que a humanidade guerreia
Enquanto todo mundo quer encontrar um lar…

E no meio dessa loucura,
Resta eu e meu coração
E para a alegria de toda poesia
Resta também outros, que como eu,

Querem apenas dar as mãos…!

Para as minhas pessoas, que sempre fazem lembrar que o mundo é meio caótico…mas tem nele muito amor e compaixão.

Jaci Rocha

Fonte: a Lua Não Dorme

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    Querido Fernando. Não sabes a alegria com que leio cada comentário teu, de quem sou abertamente fã, admiradora na poesia e na escrita livre, e com quem aprendo algo de novo encantador, cada vez que passeio pelas tuas linhas.
    Obrigada, amigo poeta.

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