Poema de agora: HAMLET (Obdias Araújo)

HAMLET

Se te faço versos
É que as Palavras
De amor porejando em
Minha testa gotejam
No papel e já são
Frases da maior ternura
Jamais grifadas pelo
Chumbo. Jamais retintas
Em corpos desnudos
Adormecidos nas notícias
Do cotidiano. Jamais
Queimadas a laser.

Se te canto versos
É que a melodia de teu
Nome soa fácil em minha
Voz taquara. Bate e
Rebate nos adjacentes
Arvoredos de
Minha vida una.

E se te tenho mantra
É que te quero minha
Melando a minha boca
Na candura de
Teu nome.

No mel desta palavra
Telma. Desta palavra
Terna . Desta palavra
Retentora de todas
As outras formas do
Dizer te amo.

Rainha e anjo
Deste eu-poeta.
Deste eu-menino.
Deste homem eu!

Obdias Araújo

 

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