Poema de agora: MACAPÁ QUANDO ABRUMA – Marven Junius Franklin

Foto: Manoel Raimundo Fonseca

MACAPÁ QUANDO ABRUMA

Macapá quando abruma
criaturas adejadas sobrevoam a pracinha do Forte
(O seu canto doce pode ser ouvidos lá pelos rumos da Zona Norte.)
Macapá quando enevoa
Iaras-Mães-d’água desfilam faustosas
sobre os carris abandonados do Trapiche Eliezer Levy.
Macapá quando enoita
botos de blazers alvos e bem-incisados
seduzem deusas-caboclas lá pelos lados da Fazendinha.
Macapá quando nubla
naus do velho mundo rastejam trôpegas pelo leito denso do Rio-Mar
(Indo ancorar destroçadas na beirada cinzenta do Igarapé das Mulheres.
Oh, em Macapá quando o crepúsculo chega!
Os pioneiros passeiam garbosos nos arredores do Forte
(São os mortos da cidade que nunca dormem
esperando pelo barqueiro de Hades que sempre tarda.)

Marven Junius Franklin

Foto encontrada no site ArteAmazon

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