Poema de agora – O sonho é o verbo, o pesadelo é a visão (Fernando Canto)

O sonho é o verbo, o pesadelo é a visão

O sonho move/ o pesadelo retém
Palavras prendem/ o texto liberta
O sonho instiga/ o pesadelo ilumina
A voz se solta/ o eco expande
O sonho é o tempo/ o pesadelo o espaço
A palavra lavra/ o texto laça
O sonho enevoa/ o pesadelo escolhe
A palavra planta/ o texto colhe
Quando o pesadelo
É a brasa
E o sonho
É água
A palavra é sonho
E o texto pesadelo
Quando o texto
É o ralo
E a palavra
Corre
O pesadelo acorda
E o sonho morre

Fernando Canto

(*) Os versos deste texto podem ser lidos de trás para frente; cruzados nos substantivos e verbos; alternados; invertidos em direções diversas ou como o leitor quiser. Pode-se até fazer jogral com a plateia para que se criem novos versos, com novas palavras. O importante é ter sonhos, pesadelos, palavras e textos para que se crie uma filosofia sobre o tema (F.C).

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