Poema de agora: O TEMPO – Marven Junius Franklin

O TEMPO

O tempo ainda chega
e traz com ele a descrença
própria dos detestáveis fins de tarde

(O tempo estampa de marasmo a face distorcida da velha dançarina)

O tempo quando atua
muda a paisagem das matas e vielas
desgasta a carcaça de automóveis nas oficinas mecânicas

(O tempo quando posta suas garras de ciclope transforma em tardes gris a primavera)

Ah, o tempo quando se instala
distorce as fotografias dos casarões da Cidade Velha
e morre bocejando em frente ao Solar da Beira

(…) Oh, o tempo!
É testemunha ocular de meu rumo incerto em busca do céu!

Marven Junius Franklin

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