Poema de agora: Pa de Deux – Jorge Herberth

Pa de Deux (JH)

O SOL derretido
Nas mãos do verão
Nos pés da BAILARINA

No olhar de despedida
O SOL
De barco
Navega um charco
Nos sonhos do PESCA DOR

O SAL no suor
Derretendo
Mágoas risos,flores
Calos dores
No âmago da pele
Textura no palco

O SAL derretido
No convés do corpo
Na maresia da partida

O SOL dissipado
Trinca
Em raios
Foge dos dias
Se abre em lágrimas de SAL
Nas manhãs
Temperadas de SOL
Presente futuro

O SAL pousa nas carnes
Escapa dos ventos
O SOL
AH, o SOL derretido
Derretendo SAL
Vinga em membranas
Aningais

O SOL
O SAL
Temperam em gotas
Sutilezas em corpos
Doces
Água marinha
Sargaço
O SOL não escapa da noite

O SAL derretido
Corre o tempo
Nas lágrimas do mundo sagrado
Amálgamas d’almas
O SOL
Sal dos dias
O SAL
SOL da vida
Das noites fugidias
Derretidos
Em barcos
E nuvens

Onde emergem
PESCADORES
Doces BAILARINAS

Jorge Herberth, em 13/06/2019.

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